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Vale Verde busca se reerguer

LUANA CIECELSKI
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Passadas cerca duas semanas dos fortes temporais que atingiram toda a região do Vale do Rio Pardo, muitos municípios ainda trabalham para limpar os estragos e reconstruir casas e voltar à rotina normal. Um desses municípios é Vale Verde.  Por lá, cerca de 90 casas foram atingidas, sendo que sete delas foram completamente destruídas, galpões de fumo foram danificados, lavouras perdidas e o Balneário Monte Alegre inundado.  

De acordo com o Secretário de Educação e responsável pela Defesa Civil do município, João Oliveira, a situação financeira já não era a mais adequada por causa da falta de repasses dos governos estaduais e federais. Depois do temporal ficou ainda mais difícil. “Nós decretamos situação de emergência, no entanto, há outros municípios que ficaram em situações muito piores, como Rio Pardo, por exemplo, e o Estado está focando a atenção neles”, comenta.

Houve muitos destelhamentos no município, em especial na área rural onde as lavouras também foram muito afetadas

Ainda assim a prefeitura tem procurado auxiliar, pelo menos, a população mais carente. Segundo o secretário, nas últimas semanas foram distribuídas cerca de 250 telhas e uma nova remessa deverá ser liberada no início da próxima semana. A Prefeitura também focou suas atenções nos primeiros dias, na reconstrução de uma ponte, localizada em Rincão dos Oliveira, que havia sido derrubada. “Muitos alunos que estudam na divisa entre Vale Verde e Venâncio Aires utilizam a ponte diariamente. Tínhamos que reconstruí-la logo e com recursos próprios mesmo”, explicou.

Nos últimos dias, no entanto, as atenções se voltaram para o Balneário Monte Alegre, onde o temporal foi, como definiu Oliveira, violento. “Lá ocorreu uma enchente horrível, a areia da praia subiu até a área residencial e muita coisa ainda não secou”, conta. Segundo ele, nos primeiros dias a prefeitura abasteceu os ribeirinhos, que são em sua maior parte pescadores, com água potável e gasolina para que eles pudessem tirar suas coisas da localidade e sair das casas.  

Agora, no entanto, as famílias já retornaram e a Secretaria de Obras já está atuando na limpeza. Quem também está tendo um papel muito importante na reconstrução das residência, segundo Oliveira, é a própria Associação de Moradores do balneário, que está auxiliando no trabalho.

Além desses casos, também houve problemas em duas escolas da cidade. Entretanto, eles já foram resolvidos de forma que uma das maiores preocupações dos governantes agora é com a situação econômica dos vários agricultores que perderam toda ou boa parte de suas plantações de fumo. “Teve um senhor que disse pra mim o seguinte: a minha casa eu conserto, eu recupero em algumas semanas, mas a minha plantação perdida, vai me fazer falta por pelo menos um ano. Isso me tocou muito, sabe?! São pessoas trabalhadoras e as lavouras perdidas vão repercutir financeiramente durante muito tempo”, relatou Oliveira.

De uma forma geral, no entanto, a prefeitura espera conseguir normalizar a situação do município em cerca de 30 ou 40 dias. “Na praia, no entanto, talvez leve mais tempo porque o estrago foi muito grande”, justifica o secretário.