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Vigilantes realizam novos manifestos

Luana Ciecelski

Manifestação reuniu cerca de 40 pessoas na manhã de ontem, 9, em frente à JTI, no Distrito Industrial

Luana Ciecelski
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A luta do Sindicato dos Vigilantes por um acordo de pagamento do dissídio salarial dos funcionários da empresa Cindapa reuniu novamente na manhã desta quarta-feira, 9 de julho, cerca de 40 manifestantes na frente da empresa JTI, no Distrito Industrial, e da Afubra, na parte da tarde. Tanto na empresa quanto na loja da Associação dos Fumicultores do Brasil, a Cindapa mantém postos de trabalho.
Com o objetivo de alertar as organizações que possuem contrato de serviço com a empresa, o presidente do Sindicato, Paulo Lara, acompanhado por outros integrantes do órgão e por vigilantes, foi até a JTI e Afubra, para alertá-las sobre a proposta que eles consideram prejudicial aos trabalhadores, feita pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) e seguida pela Cindapa.
As visitas às empresas já vêm acontecendo desde 1º de julho, quando o grupo realizou uma pequena manifestação em frente à JTI e Mercur. O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Paulo Lara, justificou na ocasião que o Sindicato queria mostrar para a classe que estão lutando e trabalhando para reverter a situação. “A discussão continua a mesma. E nós continuamos lutando pelos direitos dos vigilantes”, afirmou ele na manhã de ontem.
O presidente do Grupo Cindapa, Carlos Kohler, afirmou que não mudará de opinião, pois a proposta feita pelo Sindesp tem como base a legislação vigente. “É uma mudança de cultura que causa desconforto, mas que precisa acontecer. É uma questão de lei e precisa ser cumprida”, disse.


Placas feitas pelos manifestantes foram colocadas em frente à JTI durante as ações

Entenda o caso

Há algumas semanas o Sindesp propôs o pagamento do dissídio dos funcionários das empresas de segurança, sugerindo uma alteração nas escalas de trabalho dos funcionários, juntamente com a proposta de aumento salarial.
Por considerar as mudanças contratuais desvantajosas para os vigilantes, o Sindicato dos Vigilantes de Santa Cruz não aceitou a proposta e iniciou tentativas de acordos individuais com as empresas do município. A Cindapa, porém, é uma das empresas que permanece tendo como base a proposta feita pelo Sindesp.
No acordo feito pela Sindesp, é sugerido o aumento de 8,53% do salário base, que subiria para R$ 1.119,80, e dois reais a mais de vale alimentação, que ficaria em R$ 14,00. A mudança de horário seria da atual escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, para uma escala chamada de 4 x 2, que conta com 10 horas diárias de trabalho. No entanto, para o Sindicato, o atual sistema é mais vantajoso para os funcionários, pois a escala 4 x 2 diminuiria postos de trabalho e também as horas de trabalho efetivo, reduzindo o salário apesar da proposta de aumento.