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Santa Cruz pretende ser mais um destino turístico no RS

Everson Boeck
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Um estudo realizado no ano passado na área de turismo em Santa Cruz do Sul pela Fundação Getúlio Vargas mostrou que os avanços em diversos setores elevaram o nível do município, colocando-o acima da média estadual, obtendo uma pontuação de 59,5 – numa escala de zero a 100 – contra 56,8 do Estado. Dos cinco níveis do índice geral de classificação, Santa Cruz está no terceiro. A apresentação dos resultados aconteceu na tarde de quinta-feira, 21, no auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, quando, em entrevista ao Riovale Jornal, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia, César Cechinato, afirmou que a Prefeitura estará trabalhando para se tornar mais um destino turístico do estado – atualmente são três: Gramado, Canela e Bento Gonçalves.
Cechinato ressalta que a iniciativa é muito importante para os municípios que pretendem se tornar destinos turísticos. “Este trabalho ajuda os gestores nas áreas onde podem melhorar o desempenho da capacidade turística”, frisa. O Brasil é detentor de 65 destinos turísticos, sendo três no Rio Grande do Sul. “Temos a pretensão e acreditamos que temos condições de ser o novo destino turístico do Estado. Esta ferramenta do Governo do Estado, sem dúvida, oferece um norte para nós enquanto gestores”, comenta.
O diagnóstico da competitividade turística do maior estudo sobre turismo realizado pelo Governo do Estado foi apresentado pelo técnico da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), Rafael Salton. “Não queremos que Santa Cruz do Sul se transforme em outra Gramado ou Canela. Queremos que ela cresça, valorize seus pontos turísticos , com isso, atraia cada vez mais pessoas”, ressalta.

Pontos positivos e negativos

Esta é a segunda vez que o município participa da iniciativa. Na primeira, em 2012, Santa Cruz do Sul registou, na média estadual, 52,6 pontos e, em 2013, 59,5 pontos – um crescimento de 6,9 pontos. A pesquisa para elaboração do Relatório foi realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2013, período em que foram entrevistados diversos representantes dos setores público e privado, associações de classe, entre outros, para coletar os dados que compõem o índice de competitividade do destino.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia, César Cechinato, lembra que, dos 13 indicadores analisados pela equipe da FGV, alguns precisam ser melhorados. “Nós crescemos mas não regredimos, tivemos indicadores que se mantiveram e outros que evoluíram. Assim como precisamos crescer no aspecto Monitoramento (que registrou pontuação de 24,3) também precisamos investir em Marketing e Promoção do Destino (44,3), que foram os números mais baixos”, conclui. Estes dois, conforme o representante da Setur/RS, são os indicadores com a pior pontuação em todo o Brasil.
Os indicadores de maior pontuação no município foram Infraestrutura Geral (81,8), Economia local (68,4), Acesso (68,1) e Aspectos sociais (67,8). O melhor desempenho, no entanto, é em Infraestrutura Geral com uma pontuação de 81,8. Neste item, Santa Cruz pontuou 79,8 em 2012 e 81,8 em 2013, passando do nível 4 para o nível 5, o mais alto da escala. Este indicador leva em consideração a capacidade de atendimento médico para o turista no destino; o fornecimento de energia; o serviço de proteção ao turista; e a estrutura urbana nas áreas turísticas. O indicador foi influenciado de forma positiva por fatores, como disponibilidade, no destino, de serviço público de atendimento médico em emergências; 24 horas com atendimento em nível de primeiros socorros, estrutura para pequenas cirurgias e cirurgias de emergência, setor de transfusão de sangue, entre outros; presença de Corpo de Bombeiros com grupo de busca e salvamento e existência de Defesa Civil, entre outros.
O indicador de Acesso foi outro ponto destacado no evento. De 25,3 em 2012, o indicador passou para 68,1 em 2013. Neste aspecto foram consideradas as seguintes variáveis: acesso aéreo; acesso rodoviário; acesso aquaviário; acesso ferroviário; sistema de transporte no destino; e proximidade de grandes centros emissivos de turistas. Contribuíram para o resultado fatores como a existência de um terminal rodoviário no destino, com lojas, restaurante, locadora de veículos, serviço bancário, serviço de táxi, entre outros; a disponibilidade de vagas públicas para estacionamento nas áreas turísticas; as linhas regulares de transporte urbano que atendem às principais atrações turísticas; e serviços de táxi regularizados e padronizados.
O Índice de Competitividade, juntamente com o Painel de Indicadores, integra e, por essa razão, é a base fundadora do projeto Observatório do Turismo, considerado estrutura de estudos e pesquisas que visa responder aos desafios impostos à política pública do setor. Esses indicadores contribuirão com os tomadores de decisão quanto aos investimentos públicos ou privados aplicados em território gaúcho, qualificando as informações socioeconômicas da atividade.

Everson Boeck

A apresentação dos resultados aconteceu na tarde de quinta-feira, 21,
no auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura