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Sinduscon-RS discute futuro do setor

Joice Camila Bastos

O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) realizou na tarde da última segunda, 15, no Espaço Assemp localizado no Parque da Oktoberfest, uma reunião que contou a presença do presidente do Sinduscon-RS e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ricardo Antunes Sessegolo e lideranças regionais do setor. O encontro buscou integrar as doze empresas associadas à entidade além de trocar experiências com a diretoria.
Durante a reunião, assuntos como andamento nos projetos de valorização das construtoras, normas de desempenho, preparação para autuações da Delegacia Regional do Trabalho, engenheiros mecânicos que possam dar assistência a equipamentos, trabalho em conjunto, certificação em programas de qualidade como o PBQP-H, Cooperativa da construção civil no RS (Coopercon) para compras de equipamentos, materiais diretos e negociações de menores juros, plano diretor e atuações de entidades em órgãos públicos, foram os principais assuntos abordados durante a reunião.
Outro assunto abordado durante o encontro foi a mão de obra para as construções. Segundo dados apresentados na reunião, 60% dos trabalhadores autônomos ou em empresas menores, que trabalham em construções sem registro trabalhista, dificultam a atividade das construtoras, que dizem ser uma concorrência desleal devido aos impostos que pagam para manter seus trabalhadores.
Carlos Augusto Gerhard, vice-presidente Regional, explicou ainda que o encontro serviu para falar sobre tecnologias para a área, e o futuro do setor da construção civil para a região. Explicou ainda que em 2006 a média de área vendida era de 200.000 m², e que hoje, essa área chega a 400.000 m², sendo 70% residências.

CRIATIVIDADE

De acordo com o economista do Sinduscon, Assilio Luiz Zanella de Araújo, “O setor passou por problemas, devido a atrasos nas liberações de documentos e alvarás nas prefeituras e bombeiros. O ano de 2014 foi um período de ajustes, que afetam a economia, o que deve se estender até o fim do primeiro semestre do próximo ano. Já para o segundo semestre de 2015, a perspectiva é de que haja uma boa melhora no setor.”
Relata ainda que as empresas precisarão de criatividade para vender seus projetos, qualquer detalhe fará a diferença, pois a expansão acelerada pela qual o mercado passou se deve ao poder de compra da população, que gastou mais e que obteve uma renda maior.
“O setor passa agora pela fase da estagnação, os empresários devem ter cautela, mas precisam usar a criatividade para conquistar o cliente, pois antes, cresceram sem preocupação, mas esse é o momento do retrocesso, da redução de custos”, explica o economista.
De acordo com o presidente do Sinduscon-RS, Ricardo Antunes Sessegolo, a cidade de Santa Cruz do Sul é um dos principais polos do estado, e afirma, assim como  o economista, que os empresários deverão ter criatividade para diferenciar seu produto.
O evento teve a participação de empresários, engenheiros, arquitetos, técnicos de segurança do trabalho, gerentes, supervisores e demais gestores de Recursos Humanos, Compras e setores relacionados.
 

 Joice Camila Bastos

Empresários se reuniram para tratar sobre situação atual do setor da construção civil na região