Luana Ciecelski
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O 7º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB) de Santa Cruz do Sul está preparando uma tropa para um trabalho que pode vir a ser realizado nos próximos meses no Rio de Janeiro, na região sudeste do país. Cerca de 30 homens estão treinando, e se selecionado, o grupo atuará com as Forças de Pacificação nas favelas cariocas.
As forças de pacificação das favelas do Rio de Janeiro atuam com um sistema de rodízio que muda a cada dois meses para que não haja um desgaste das tropas. No momento estão trabalhando na cidade um grupo de Salvador, um da região de Bagé no Rio Grande do Sul, entre outros Estados, porém, em meados de abril e início de maio, essas tropas voltam para seus batalhões de origem e um novo grupo será chamado para atuar. “Está previsto que uma nova turma do Rio Grande do Sul seja chamada, então estamos nos preparando”, explicou o comandante do 7º BIB, Tenente Coronel Roberto Glicério Cabral Junior.
De acordo com Roberto, o grupo está treinando, desde fevereiro, atividades de policiamento ostensivo como cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, abordagens, blitz e conduções de presos. “Se selecionados eles vão trabalhar em atividades muito parecidas com as que a Brigada Militar realiza, e é nisso que estamos focando o treinamento”, afirmou.
Os homens que estão se preparando para o trabalho de pacificação foram selecionados com base em suas aptidões físicas, aqueles que têm resultados melhores nos treinamentos gerais foram os escolhidos. No entanto, ainda assim, segundo o comandante, era necessário realizar um treinamento específico, porque até pouco tempo o 7º BIB estava concentrado no treinamento de tropa para enviar às missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. “Nós acabamos ficando um pouco defasados”, explicou o tenente coronel, porque o treinamento que vinha acontecendo em Santa Cruz era voltado principalmente para as atividades que estão sendo realizadas na América Central agora.
Se forem mesmo selecionados, fato que eles devem saber nas próximas semanas, o grupo santa-cruzense trabalhará no Rio de Janeiro por cerca de dois meses juntamente com tropas enviadas por outros batalhões e Estados. Para o comandante do 7º BIB, ser selecionado é uma grande honra. “Esses homens estarão representando o batalhão e isso será como um cartão de visitas. Se eles se apresentarem bem, seremos todos muito bem vistos”, afirmou. “E acho que estamos fazendo um bom trabalho, já que estão sempre buscando o nosso efetivo”, declarou ele, referindo-se também ao envio de tropas para o Haiti.
Luana Ciecelski/Arquivo

Treinamento está sendo focado em ações de policiamento ostensivo
Como funcionam as Forças de Pacificação
As Forças de Pacificação do Exército brasileiro estão atuando em um conjunto de 16 favelas denominado de Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro desde março de 2014. Na região, vivem cerca de 130 mil pessoas e a decisão de ocupar a comunidade aconteceu após uma série de ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que atuavam no local.
O objetivo da operação militar foi, desde o início, estabelecer a ordem pública em uma comunidade que era considerada violenta, onde atuavam traficantes e muitos moradores eram consumidores de drogas.
Atualmente, o comandante da operação é o general de Brigada Richard Fernandez Nunes, comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada (Florianópolis-SC). Ele é responsável por sete contingentes formados por diversos quartéis do Brasil que juntos totalizam mais de 500 homens. Esses quartéis atuam em forma de rodízio que muda a cada dois meses em média. A seleção dos quartéis é feita com base nas necessidades que o comando tem em cada fase de pacificação. O Rio Grande do sul esteve presente desde o início.
Divulgação/Facebook/Forças de Pacificação

Objetivo da operação militar é instalar a ordem pública na comunidade composta por 16 favelas cariocas














