Início Geral Pagamento integral novamente comprometido

Pagamento integral novamente comprometido

Segundo informações do governo do Estado, os salários dos servidores estaduais que foram parcelados no mês passado, novamente não serão pagos na íntegra no fim de agosto. Segundo cálculos de técnicos da Secretaria da Fazenda, serão realizados pagamentos em dia de até R$ 500,00 por matrícula e a complementação dos demais, virá ao longo do mês de setembro.
As contas do governo gaúcho foram desbloqueadas na última quinta-feira, 20, pela União, isto é, aproximadamente R$ 265 milhões foram quitados referentes à parcela mensal da dívida. Assim, com o cofre zerado, o Piratini terá apenas a arrecadação dos próximos nove dias disponíveis neste mês.
Antes dos salários, é necessário pagar R$ 290 milhões do duodécimo dos demais poderes (Legislativo e Judiciário), R$ 123 milhões de empréstimos consignados contraídos pelos servidores, R$ 60 milhões de despesas consideradas emergenciais que já estão atrasadas, além de R$ 57 milhões para autarquias e fundações.
A decisão tomada pelo governo será de protelar os repasses para a área da saúde, que somam aproximadamente R$ 133 milhões – que envolvem hospitais e municípios, além do valor destinado ao transporte escolar, de R$ 10 milhões, entre outros recursos para fornecedores e demais. Entretanto, a projeção até o momento é de que os recursos não sejam suficientes para pagar mais de R$ 500,00 por matrícula.
A saída para que sejam injetados os recursos de forma imediata nos cofres do Executivo gaúcho se dá com a aprovação do aumento do limite do saque de depósitos judiciais, ou seja, dos 85% dos atuais para 95%, sendo que resultaria em R$ 1 bilhão. Nos bastidores, o Piratini avalia que o projeto não deve ser enviado agora para pressionar os deputados a aprovarem o aumento de impostos que foi protocolado nesta quinta-feira, 20.
Referente aos aumentos de impostos, o Piratini protocolou em Assembleia o projeto que aumenta alíquota do imposto no Estado, isto é, ICMS maior para combustível, bebida e energia, além de mudanças no calendário do IPVA. Entretanto, o “tarifaço” ainda encontra resistências dos deputados, inclusive entre a base aliada do governo.