Viviane Scherer Fetzer
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Na tarde da última quinta-feira o secretário estadual de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, esteve em Santa Cruz visitando as obras do viaduto Fritz e Frida. Estiveram presentes o prefeito Telmo Kirst, o presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, o diretor técnico da EGR, Milton Cypel e engenheiros das empresas responsáveis pelas obras. A previsão de entrega do viaduto que estava marcada para o dia 31 de dezembro de 2015 foi adiada para maio de 2016 devido às intempéries.
Segundo Cypel, foram 90 dias perdidos por causa das chuvas e do recesso de final de ano das empresas. “Tivemos muitos contratempos no segundo semestre de 2015, tudo ajudou para que a obra não fosse finalizada. Acredito que até maio tudo esteja pronto, mas sempre lembrando que dependemos do tempo”, salienta o diretor técnico da EGR. Westphalen explica que as obras voltaram em um ritmo mais forte. “Não existe falta de dinheiro para essa obra, o que precisa ser feito são ajustes com a empresa para que continue sendo realizada e também que o tempo colabore”, reforçou o secretário.
O presidente da EGR contou que em janeiro será finalizada a cravação das estacas e que em fevereiro serão construídos os blocos que formam a cobertura. “Tudo está sendo feito ‘in loco’, todas as vigas serão feitas aqui, o que facilita muito o trabalho”, frisa Nelson Nunes. O prefeito Telmo Kirst ressaltou a importância da obra para o município e lembrou que “só quem passa pelo trecho nos horários de pico sabe o quão importante será a entrega desta obra”. É provável que o orçamento da obra mesmo com o atraso não seja alterado. O valor deve ficar entre R$ 8 e R$ 9 milhões, assim como previsto inicialmente.
Duplicação da RSC 287
O secretário estadual de Transportes e Mobilidade reforça que a RSC 287 receberá duplicação de um trecho de cerca de 5 km. Quanto ao início das obras, o secretário explica que só iniciam após a construção do viaduto, mas não tem uma data definida. No projeto o trecho de 4,2 km para duplicação vai desde o fim da terceira faixa até o acesso à Avenida Melvin Jones e outro de um quilômetro junto à praça de pedágio de Venâncio Aires.
O presidente da EGR afirma que os recursos do Estado podem não ser suficientes para realização da segunda parte. Hoje o Estado só consegue pagar essa parte de construção do viaduto. A EGR executará a duplicação que depende de sua arrecadação e das necessidades de manutenção da rodovia. “Nada do que projetamos fica na gaveta, quando anunciamos que vai sair é porque vai sair, só não fazemos se não houver dinheiro”, afirmou Westphalen.

Santa Cruz do Sul foi o primeiro município no Vale do Rio Pardo a adotar o sistema e já conta com 12 quilômetros de estradas pavimentadas nas localidades de Linha João Alves, Quarta Linha Nova Baixa, Capão da Cruz e São Martinho. No distrito de Alto Paredão, mais três quilômetros estão em execução.














