GUILHERME ATHAYDE

Durante a visita do Secretário Estadual de Transportes a Santa Cruz do Sul na última quinta-feira, 14, integrou a comitiva que se deslocou até o Vale do Rio Pardo, o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Ricardo Moreira Nuñez.
Em entrevista ao Riovale Jornal, ele projetou para fevereiro o início das obras de recapeamento da ERS-400, no trecho entre os municípios de Candelária e Sobradinho.
A principal ligação entre a Região Centro-Serra e o Vale do Rio Pardo é alvo de críticas, pois em diversos trechos do percurso a quantidade e o tamanho dos buracos submete motoristas a manobras perigosas sobre a estrada para não danificar o veículo. A situação afeta, além de moradores, as empresas de ônibus e caminhoneiros que utilizam a via, que acabam tendo prejuízos na realização de seus serviços.
A situação foi alvo de protestos da população no ano passado, pois a reivindicação é antiga.
Segundo Nuñez, já está acordada a rescisão do contrato com a empresa vencedora da licitação, a Arcor Engenharia, que não conseguiria realizar o serviço nas condições que o documento estipulava. A empresa Giovanella, segunda colocada na licitação, será chamada e irá assumir a obra.
“Em função de um periodo grande entre o levantamento de dados e a elaboração do projeto e a execução da obra, o pavimento se deteriorou muito mais. Precisamos fazer uma revisão do projeto para uma solução mais adequada, porque a solução original não daria conta mais da necessidade daquele pavimento”, disse o diretor do Daer em visita à Santa Cruz.
Ricardo Nuñez disse ainda que o principal objetivo é garantir a segurança dos usuários da rodovia. Apesar de não entrar em maiores detalhes sobre a execução da obra, o diretor do Daer afirmou que a Secretaria Estadual de Transportes cobra a melhoria na ERS-400, e que a demanda da Região Centro-Serra deverá ser atendida em breve.
O Secretário de Transportes, Pedro Westphalen se pronunciou sobre o caso afirmando que no ano de 2015 o trabalho foi administrativo “para não judicializar o problema”, reforçando que a obra inicia em fevereiro e garantindo a verba para o trabalho. “Não tem cabimento seguir como está, tendo dinheiro para isso aí”, completou Westphalen.














