LUANA CIECELSKI
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Inaugurado em 1992, o Ginásio Poliesportivo, passou nos últimos anos por algumas pequenas reformas que tiveram o objetivo principalmente adequá-lo à Lei de Prevenção Contra Incêndios. Porém uma grande reforma nunca havia acontecido, de forma que a parte estética estava há bastante tempo sem receber cuidados es atletas e organizadores de eventos que utilizam o espaço vinham notando a necessidade de melhorias na estrutura. Desde dezembro do ano passado, no entanto, o município de Santa Cruz vem recebendo verbas do governo federal, que ao final totalizarão R$ 731.250,00 mil. Desde então o complexo esportivo vem passando por uma série de reformas que estão deixando a comunidade cheia de expectativas.

Algumas dessas pessoas são as que utilizam o espaço para treinar, como é o caso da equipe de futsal Assaf. De acordo com o presidente, César Silveira, uma adequação nas medidas da quadra seriam bem-vindas. Ele conta que a Fundação Gaúcha de Futsal permitirá que em 2016 as quadras ainda tenham 38 por 18 metros, mas que a Federação Brasileira já exige quadras de 40 por 20 metros. A do Poliesportivo ainda possui 36 por 18 metros. “E a gente gosta de jogar em casa, porque sempre dá mais pressão no adversário”, comenta. Por isso a grande expectativa da equipe é com relação a essa adequação.
Mas além deles, há também um grande evento que acontece todos os anos em Santa Cruz e que necessita de uma grande estrutura: o Encontro Nacional de Artes e Tradições Gaúchas (Enart). E de acordo com vice-diretor do Departamento de Danças Tradicionais, Luciano Fleck, eles também ficam felizes em saber da reforma. “Ha cerca de um mês nós até realizamos uma reunião com os finalistas e questionamos sobre a estrutura atual. Eles não reclamaram de nada, todos gostam muito do que o Ginásio Poliesportivo oferece, porém eles disseram que, se pudessem dar uma sugestão, eles gostariam que houvesse banheiros na lateral direita, no lado de fora”, ele explicou. Isso porque as equipes fazem sua concentração ali antes de entrar para se apresentar, e se alguém precisa ir ao banheiro, é preciso dar a volta no ginásio até uma das entradas principais para encontrar um. E banheiros químicos? Até ajudam, porém para as prendas, com seus vestidões, e para os peões vestidos com os chiripás, por exemplo (uma indumentária mais complexa de vestir) os banheiros químicos não são muito práticos. Além disso, as equipes também ficariam felizes se a entrada lateral direita tivesse uma área coberta maior.
O que diz o engenheiro
De acordo com o Engenheiro da Prefeitura, Ramiro Nunes, responsável pela fiscalização das obras a verba do governo federal, apesar de estar sendo complementada com R$ 170.069,36 mil de contrapartida da prefeitura, o que totaliza um investimento de R$ 901.319,36 mil ainda não é suficiente para que todas as necessidades sejam atendidas. Na verdade, ela só cobrirá algumas necessidade mais urgentes e algumas das adequações. “Com esse valor, nós não podemos, por exemplo, fazer grandes reformas na estrutura, como na cobertura do ginásio e na quadra esportiva, como nós gostaríamos”, ele lamenta. Dessa forma, as reformas que estão sendo feitas visam apenas a manutenção e uma adequação para deficientes físicos como os cadeirantes.

Nesse momento, por exemplo, de acordo com Ramiro, o foco do trabalho está na finalização da pintura das arquibancadas, pintura externa e troca dos ladrilhos por um reboco texturizado, na reforma do piso e na melhoria dos banheiros. “Nós estamos tirando as divisórias de madeira dos banheiros, que não eram higiênicas, e estamos trocando por estruturas de granito”, ele conta. Além disso, também serão trocados os vasos sanitários e os pisos dos banheiros. E por hora, serão essas as mudanças que eles terão condições de fazer. “A gente sabe que tem muito mais coisa a ser feito. O ginásio ficou muito tempo sem receber grandes cuidados. Mas nós vamos fazendo conforme podemos”.

O prazo para que tudo esteja pronto dentro e fora do ginásio é agosto. “Mas tudo depende da disponibilidade da verba. Nós até poderíamos fazer mais rápido, mas os recursos vêm pingados”, explica Ramiro. Porém os eventos que estão previstos para acontecer no meio desse período não serão prejudicados, o engenheiro garante. “Nós não vamos impossibilitar que os eventos aconteçam, porém as pessoas terão que ter compreensão de que o espaço está em reforma. No caso da escolha da Rainha da Oktoberfest, que acontecerá em maio, por exemplo, os banheiros ainda não estarão prontos e por isso, permanecerão interditados. Nós já acertamos com a Associação das Entidades Empresariais (Assemp) que é a organizadora do evento, que terão de ser colocados banheiros químicos”, conta.














