Viviane Scherer Fetzer
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Trabalhar em equipe colocando em prática o que se aprende dentro da sala de aula é o que os alunos dos cursos de engenharia da Universidade de Santa Cruz do Sul que participam do projeto de extensão Baja de Galpão fazem. Com esse trabalho eles trouxeram para Santa Cruz um título inédito, conquistaram o 10º lugar entre as 74 equipes inscritas na 22ª Competição Baja SAE Brasil – Petrobras. O evento é organizado pela Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade e foi realizado entre os dias 30 de março e 3 de abril, na cidade de São José dos Campos, em São Paulo.
Segundo o coordenador do projeto, professor Fernando Sansone, para se ter uma ideia de como o carro foi nas provas o mecânico de pista, que é a única pessoa além do piloto que pode entrar na pista na prova de enduro de resistência, não precisou entrar na pista. “Percebemos que para ficar entre os dez é necessário ter rendimento muito alto em questão de desempenho, velocidade, forçar o carro mesmo. E o carro não pode quebrar, porque se chegar a quebrar ele te tira da faixa dos dez primeiros”, explica o professor. Ao final das quatro horas da prova de enduro a equipe observou que todos os carros das equipes que conquistaram o pódio estavam em péssimas condições e o da equipe santa-cruzense aguentaria mais algumas horas de prova. “Isso porque fomos conservadores com o carro, no início só queríamos contar voltas, nos últimos 40 minutos pedimos para o piloto forçar o carro e foi a decisão mais acertada para chegar entre os dez”, reforça Carvalho.
Os resultados nas provas foram muito positivos e foram fatores importantes para conquistarem a décima colocação. Na prova de projeto em que os alunos são desafiados a “vender o peixe” para os juízes, argumentando as escolhas e processos utilizados, foi conquistado o primeiro lugar. O sistema de vendas e marketing e também o de design ficaram com a primeira colocação. “Isso significa que em três fases da competição somos os melhores do Brasil, isso tem uma significância gigante tanto para nós quanto para nossa Universidade”, reforça. No sistema de suspensão e direção do carro conquistaram o terceiro lugar. Com o sistema eletroeletrônico ficaram entre os dez melhores e com gestão em oitavo. A equipe também se destacou em outras duas provas, a de tração em que o carro precisa puxar um peso em menor tempo, ficaram em sétimo lugar. E na prova de enduro de resistência chegaram ao nono lugar. O coordenador destaca que todos esses resultados são atribuídos à gestão. O fato de estar entre as dez melhores do país é fundamentalmente puxado e alavancado pela gestão.
Trajetória
A primeira competição em que o Baja de Galpão participou foi a etapa regional do SAE Brasil, em 2010. Em 2011 competiram na etapa nacional realizada em Piracicaba, São Paulo. O projeto do carro só pode participar de duas competições e foi a última vez em que o carro participou. Depois foi feita uma nova construção que durou dois anos também. E no segundo semestre de 2014 que esse projeto que levou o Baja de Galpão ao 10º lugar surgiu.
O carro foi evoluindo e sofrendo alterações quando a equipe percebia falhas. A equipe trabalhou no melhoramento para as etapas regional e nacional de 2015 e também para a sua última competição que foi o nacional 2016. Agora o foco da equipe é continuar o projeto de um novo carro para a etapa regional.
Novo projeto
O novo projeto está sendo desenvolvido pelos alunos a partir de um trabalho de desenvolvimento de gestão feito por um dos alunos em seu trabalho de conclusão. “Ele fez sobre a gestão do projeto e a partir disso já começamos a trabalhar com os dois projetos em paralelo, esse que não compete mais e o novo para a etapa regional”, salienta o professor Fernando. Um cronograma foi feito para que o carro fique pronto antes da competição regional que ainda não tem data marcada.
A equipe também passa por uma reestruturação para a criação e execução desse projeto. Dos 16 alunos que participaram do Baja SAE Brasil seis concluem a graduação neste ano. E para a etapa regional o coordenador do projeto salienta que é bastante difícil fazer uma perspectiva com um carro novo sem conhecimento do potencial do projeto. “A responsabilidade é grande, pois ano passado ficamos em terceiro lugar e esse ano não queremos menos que o pódio”, explica Carvalho.















