Viviane Scherer Fetzer
[email protected]

No dia 21 de abril, comemora-se o Dia do Metalúrgico, uma das profissões mais antigas da história. A descoberta e o manuseio do ferro ficaram marcados como uma revolução durante a Idade dos Metais. Isso aconteceu no quinto milênio antes de Cristo, foi um período em que se iniciou a fabricação de ferramentas e armas de metal, em que o ser humano passou a dominar de maneira rudimentar a técnica da fundição. Como matéria-prima utilizou-se o cobre, o estanho e o bronze.
No Brasil, a metalurgia foi impulsionada a partir de 1930 pela queda da economia cafeeira. Muitos trabalhadores deixaram o campo e foram para a cidade em busca de emprego. O metalúrgico é um especialista, pois, precisa conhecer as ligas metálicas e como trabalhar o metal. Em 1970, com a inovação tecnológica, o país ganhou destaque na área sendo um dos dez maiores produtores de aço no mundo. Segundo a Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais, são mais de 24 milhões de toneladas de aço bruto produzidas por ano. Nos anos 70 também ocorreram várias crises que fizeram com que criatividade e pesquisas fossem feitos e hoje colhemos os frutos de tudo isso. Além do aço bruto, o Brasil é grande produtor e exportador de ferroligas: produz mais de um milhão de toneladas por ano e é o terceiro do mundo, atrás apenas da África do Sul e da França.
De acordo com as projeções do Instituto Aço Brasil, a produção nacional de aço totalizará em 2016 cerca de 32,920 milhões de toneladas, com redução de 1% na comparação com a produção de 2015 – a menor produção de aço nacional desde 2010. De acordo com um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho (MT), há cerca de 2 milhões e 400 mil metalúrgicos no Brasil, sendo 460 mil mulheres.
Em Santa Cruz do Sul, o Sindicato dos Metalúrgicos conta com cerca de 2,3 mil associados. Com serviços médicos e odontológicos para os associados e seus familiares, também possui uma sede campestre chamada Recanto do Laço, com ampla estrutura para o lazer os metalúrgicos.














