Início Geral Sindicato dos Metalúrgicos: qualidade de vida para os associados

Sindicato dos Metalúrgicos: qualidade de vida para os associados

Em entrevista ao ‘Riovale Jornal’, o presidente da entidade, Gilberto de Moraes Saraiva, explicou algumas conquistas e o que a categoria busca. 

Gilberto Saraiva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Cruz do Sul

‘Riovale Jornal’ – O que significa o dia do metalúrgico para a categoria?
Gilberto Saraiva – É uma data onde os metalúrgicos a nível nacional comemoram porque nós temos nosso mártir, Tiradentes e como ele era metalúrgico escolhemos essa data histórica para nos representar. Tem uma importância muito grande tanto que Tiradentes foi morto por defender o operário, o socialismo, os direitos iguais para todos e não só para o rico ou para o pobre. E é essa parte que sempre defendemos é a de trabalhar sempre junto com o povo. 

 

RJ – Quais as principais preocupações do Sindicato?
GS – Sempre defendemos saúde e moradia. Isso não quer dizer que o sindicato não dê valor as outras coisas. Não adianta o sindicato querer defender os trabalhadores em questão de salário, em questão de organização no local de trabalho se lá não tiver condições de saúde de qualidade, por que daí o trabalhador vai estar adoentado. Vai gastar seu dinheiro com remédios, com tratamentos e até mesmo ficando com sequelas. E a outra questão é a moradia, porque não adianta ter saúde se não tiver uma moradia adequada. Faltar esgoto não é saúde, faltar calçamento também não é. Uma casa mal construída, em local impróprio com alto risco, nós tentamos mobilizar as associações de moradores para resolver isso.  

RJ – Quais as conquistas do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Cruz do Sul?
GS – Além da questão salarial, que todos os anos fechamos nosso acordo coletivo com a inflação e um percentual acima como ganho real, direto com as empresas. A construção da sede campestre que chamamos de “Paraíso dos Metalúrgicos”. Temos lá cancha de bocha oficial, campo de futebol sete oficial, quadra de areia, área de camping, um salão de jogos. Ninguém paga nada, pois, já está incluído nas mensalidades. Duas praças de brinquedos para as crianças, 246 lugares com bancos embaixo das árvores. Churrasqueiras à vontade em volta do campo. Duas piscinas, uma semi-olímpica e outra para as crianças. A sede fica na BR -471, uns 500m antes do antigo pedágio. Usamos como slogan na sede: ‘Nem só de trabalho vive o homem, precisamos desenvolver nosso lazer para fazer nosso trabalho durante a semana’. A sede foi inaugurada por 1994, pois a área foi comprada em 1991. De 2015 para 2016 fizemos a inauguração do nosso local assistencial que possui dois gabinetes médicos que funcionam o dia todo e três gabinetes dentários, inclusive com raio-X. Temos médico clínico-geral, pediatra, ginecologista, dermatologista. Tudo sem custos para os associados e seus dependentes. Tudo está incluído na mensalidade, o sindicato contribui para a melhora da qualidade de vida dos associados e de seus dependentes. Em 2016 inauguramos nosso auditório, o centro de formação que denominamos Orci  Kuhl, que foi um dos presidentes e fizemos isso como uma forma de homenagear ele por tudo o que fez pelo Sindicato, mesmo ele estando fora há seis anos. 

RJ – Em Santa Cruz houve muitas demissões de trabalhadores da área?
GS –
Houve muita demissão na categoria. A categoria sofreu cerca de 30% de baixas desde novembro do ano passado até agora. Vai ser doloroso fazer um acordo, a previsão não é muito boa para esse ano. A crise é estrutural, quem montou foi os grandes empresários que detém o poder da parte econômica. 

RJ – Quais as expectativas para os próximos dias?
GS –
São as assembleias para definir a proposta salarial. Vamos para a plenária estadual no dia 22 de abril, em Porto Alegre, em que vamos apresentar as reivindicações que foram feitas aqui nas assembleias. Queremos lutar pelas 40 horas semanais, em virtude do grande índice de desemprego. E reduzir a jornada de trabalho para manter os empregos, sem redução de salários. E também a alimentação saudável para fortalecer o trabalho do agricultor que tem a sua produção sem agrotóxicos fazendo com que ele possa vender em forma de cesta básica seus produtos para os interessados de dentro das empresas e os restaurantes que servem comida ao nosso trabalhador, queremos que os empresários passem a utilizar comida orgânica para servir aos nossos trabalhadores.