LUANA CIECELSKI
[email protected]
O Lago Dourado de Santa Cruz do Sul começou a ser pensado em 1997. Na época, a cidade enfrentava com alguma frequência problemas devido à falta de água, especialmente no verão, em períodos de estiagem. Depois de alguns estudos, que indicaram que a construção de uma barragem causaria inundações na cidade, surgiu a ideia do lago e ele começou a ser construído. Foi inaugurado no ano 2000.
Com 120 hectares, uma capacidade para 3 milhões de metros cúbicos e a possibilidade de manter Santa Cruz do Sul abastecida por um período de até 25 meses sem chuva, por quase uma década o lago foi utilizado exclusivamente pela Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan). Em 2013, no entanto, pela primeira vez o local recebeu cuidados para que pudesse atender ao público, em julho de 2015 ele recebeu um deck e em dezembro a prática de esportes aquáticos no lago começou a acontecer. E em 2016, na manhã dessa segunda-feira, 9 de maio, mais um anúncio foi feito pela Prefeitura Municipal.

De acordo com o Prefeito Telmo Kirst, se tudo correr como planejado, até 2020, os santa-cruzenses terão no entorno do Lago Dourado um complexo esportivo, turístico e de lazer. Ele será dividido em três diferentes espaços. No primeiro deles, o projeto prevê estacionamento, pistas de caminhada e ciclismo, quiosques com churrasqueiras, quadras esportivas, play molhador, pista de educação de trânsito e banheiros. No segundo espaço, ou módulo, o publico também encontrará estacionamento e quiosques, mas além deles, haverá também restaurantes, academia ao ar livre, quadra e campo de futebol, quadra de vôlei de areia, deck seco, playground, EcoEscola, sede da Guarda Municipal e da Brigada Militar.
Já no terceiro módulo, um dos que mais chama a atenção, além de um espaço para estacionamento de veículos e para alimentação, santa-cruzenses e turistas encontrarão quadras de tênis, campos de futebol, pista de bicicross, pista de skate e também um parque aquático.

“Sempre se sonhou, nessa administração, com um complexo turístico. Era preciso construí-lo e aproveitar o potencial que o lago tem. A cidade precisa investir, como já vem fazendo, em turismo”, disse Telmo. O prefeito também garantiu que todos os recursos, ou seja, os R$ 20 milhões que serão necessários para que a obra seja realizada, já estão garantidos.
Na apresentação realizada na manhã de ontem, a prefeitura destacou ainda que o espaço poderá ser utilizado pelas famílias, atletas profissionais e amadores, simpatizantes de esportes aquáticos, ciclistas, etc, e que todos os ambientes foram projetados com acessibilidade.
Obras já começaram
Quem costuma frequentar o Lago Dourado percebeu que já há alguns meses o local tem recebido cuidados e que frequentemente máquinas podem ser vistas no local. De acordo com o Engenheiro Civil da Prefeitura, Leandro Kroth, essas obras já fazem parte da construção do Complexo Turístico do Lago Dourado. “Isso que está acontecendo é a decapagem do entorno do lago”, ele explica. Nesse momento, segundo Leandro, está sendo retirada a vegetação para abrir novos caminhos, em seguida, esse espaço receberá uma camada de 50 centímetros de argila. Posteriormente ainda, uma pavimentação será feita no local. Ali funcionará uma ciclovia. “O espaço onde atualmente as pessoas caminham e circulam de bicicleta será destinado apenas para pedestres”, Leandro adianta.

Leandro esclarece ainda que após a fase de terraplanagem, o próximo passo será a estruturação de cada um dos módulos. “Eles poderão ser construídos todos de uma única vez ou em etapas. Tudo depende do que será estabelecido no contrato que for fechado com a empresa vencedora da licitação”, explica Kroth. Ainda segundo ele, são esses acordos fechados no contrato que determinarão o tempo que a obra levará para ficar pronta.
Meio ambiente
Apesar de parte da vegetação estar sendo retirada para a fase de terraplanagem e posterior construção dos módulos, a Prefeitura garantiu que todo o projeto foi feito pensando também na preservação ambiental e no cumprimento da legislação que protege o meio ambiente. A vegetação que está sendo retirada, por exemplo, está sendo toda estudada antes, e aquelas que forem consideradas espécies mais raras, prioritárias ou endêmicas, estão sendo realocadas de forma a garantir a preservação da biodiversidade.
O mesmo acontecerá com a fauna. De acordo com a prefeitura, todas as fases de construção do empreendimento serão acompanhadas por profissionais habilitados que além da fauna e da flora, monitorarão a qualidade dos recursos hídricos, do solo e do ar.
Outra garantia de que o projeto possui consciência ambiental, é que ele prevê a construção de uma EcoEscola dentro do complexo esportivo e turístico. O espaço será destinado a práticas socioambientais alusivas a preservação dos recursos naturais, especialmente a água, já que o Lago Dourado continuará sendo fonte de abastecimento das residências santa-cruzenses.














