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Campanha antibullying é lançada

Um levantamento quantitativo online realizado pelas secretarias municipais de Comunicação (Secom) e de Educação (SEE), entre os dias 25 e 27 de setembro, junto às escolas de ensino fundamental da rede pública municipal, mostrou que em um universo de 840 alunos entrevistados, 63,2% sofrem ou já sofreram bullying em algum momento da vida, sendo que 44,43% dos casos ocorreram dentro da sala de aula. 

Essa pesquisa serviu pra confirmar aquilo que já era percebido pela Secretaria de Educação e pelos próprios educadores. E com base em todas essas constatações, é que foi lançado na tarde da última terça-feira, 3 de outubro, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Schroeder, a campanha “Bullying não tem graça!”. 

Campanha será recheada de materiais informativos e de ações que envolvam as crianças

A ideia é que seja construída uma grande mobilização, com a participação dos mais diversos setores da sociedade para assim, trazer à tona discussões sobre o preconceito, o desrespeito e a violência dentro das escolas. A campanha, que seguirá até o dia 14 de dezembro, acontecerá principalmente dentro das salas de aula, com os alunos, mas deverá envolver também pais, professores e comunidade.
 
Entre as atividades previstas então a distribuição de material informativo, vídeos educativos e promoção de ações permanentes que visem a prevenção e o combate ao Bullying, além de busdoor afixados nos ônibus que circulam pela cidade. E conforme apontou o Secretário de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, no planejamento de todas as fases da campanha houve uma preocupação com o aspecto didático do material. Todo o conteúdo é bastante ilustrado e informativo e com uma linguagem de fácil entendimento, para que ele possa ser acessível a estudantes de todas as idades.
 
Outra medida que integra as ações da campanha, ainda em fase de planejamento, é a implantação de uma plataforma online, no site da prefeitura (www.santacruz.rs.gov.br) para auxiliar pais, professores e alunos a evitar e combater o bullying. A ferramenta entrará no ar durante a campanha e será, principalmente para os estudantes, um canal de denúncias e esclarecimentos. Com um propósito semelhante, nos próximos dias, serão instaladas nas escolas de ensino fundamental urnas para que os alunos possam, de forma anônima, desabafar e se posicionar diante do bullying, contando situações vividas dentro da escola.

Em sua fala durante o evento, o prefeito Telmo Kirst apontou que Santa Cruz deverá se tornar uma referência na luta antibullying e apontou que espera a participação da comunidade. Ele também lembrou que a educação é a base de tudo. “Eu fui professor e sempre carrego comigo que todas as mudanças começam pela escola”, disse. 

Jaqueline Marques:

Já a Secretária de Educação, Jaqueline Marques, apontou que o que se espera é também um resgate de valores. “Tolerância, respeito às regras, empatia e carinho são atitudes que devemos trabalhar com as crianças se queremos um mundo mais justo. As crianças devem aprender desde cedo a se colocar no lugar dos outros e então elas verão o mundo com outros olhos”. 

A iniciativa conta com apoio da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e tem como parceiros a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescente (Comdica), Sindicato dos Professores Municipais (Sinprom), Secretaria Municipal de Educação (SEE), Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), Câmara de Vereadores e Associação de Apoio às Classes Especiais (AACE). 

Comitê Antibullying
Na oportunidade do lançamento da campanha, a Prefeitura Municipal também reativou o Comitê Municipal Antibullying. O órgão foi criado em 2011 por iniciativa do vereador Hildo Ney Caspary, mas estava inativo desde 2015. Na tarde de terça-feira, o Prefeito Telmo Kirst assinou um novo decreto reativando o grupo. 
A finalidade do colegiado (confira os nomes no box) será oferecer orientação aos pais, professores e alunos, realizar diagnóstico de problemas, colaborar para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e promover a criação de medidas de controle do comportamento, visando tornar o ambiente escolar um local saudável, seguro e acolhedor para crianças, adolescentes e adultos, favorecendo assim a promoção da aprendizagem.

 

Composição do Comitê Antibullying
Secretaria Municipal de Educação (SEE)
Titular: Marlize Rodrigues Steinhaus
Suplente: Lisandra Faccin
Secretaria Municipal de Saúde (Sesa)
Titular: Daniela Gruendling
Suplente: Veridiana Limberger Baierle
Poder Legislativo
Titular: Alceu Crestani
Suplente: Solange Finger
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Titular: Roberto Weiss Kist
Suplente: Vitória Trindade
Conselho Tutelar
Titular: Roberto Schaefer
Suplente: Edo Turcati
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica)
Titular: Jaqueline Domingues da Costa
Suplente: Flávio A. Guedes Ramon
Sindicato dos Professores Municipais (Sinprom)
Titular: Carmem Cristine Lange
Suplente: Aline Andreolli
Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)
Titular: Eduardo Steindorf Saraiva
Suplente: Ana Luiza Teixeira de Menezes
Associação de Apoio às Classes Especiais (AACE)
Titular: Mônica Ramos
Suplente: Marta Juruena
Área de Orientação Educacional da Rede Municipal de Ensino
Titular: Sônia Maria Saldanha
Suplente: Giane Aparecida Butzke

A PESQUISA

Os alunos que responderam aos formulários, no laboratório da escola e sob a supervisão de orientadores educacionais, correspondem a 13,4% dos 6.265 estudantes matriculados no ensino fundamental. Eles têm entre 9 e 21 anos e pertencem a 24 escolas.

Os dados obtidos no levantamento ainda serão avaliados por especialistas e servirão de subsídio para a Campanha Bullying não tem graça!, promovida pelo Município de Santa Cruz do Sul, com o apoio da Unisc e do Comitê Municipal Antibullying.

Com relação à classificação do tipo de violência sofrida, grande parte é de bullying verbal, com 45,49% dos casos; em segundo lugar é apontado o bullying físico, com 17% dos casos; e, em terceiro lugar o bullying psicológico, com 15,96% de ocorrências.

Perguntados sobre o que fizeram após terem sofrido bullying, as respostas mostraram que a reação em defesa própria foi a atitude mais comum em 42,52% das ocorrências; ficar quieto e não contar para ninguém vem em segundo lugar, com um percentual de 18,75%; e, em terceiro a decisão de falar para os pais, com 16,30%.

Irritabilidade (34,25%), baixa autoestima e pensamentos negativos/autodestrutivos (18,15%) e vontade de não ir mais para a escola (16,55%) foram as consequências predominantes apontadas pelos alunos. Um percentual de 41,5% admitiu já ter praticado bullying contra um colega, 89,9% afirmaram já ter visto um colega praticando contra outro e 94,5% disseram que sim, o bullying é trabalhado na escola pelos professores.