Início Geral NOTA – 18º núcleo apoia a greve dos caminhoneiros

NOTA – 18º núcleo apoia a greve dos caminhoneiros

Na tarde de ontem, dia 28, o 18º núcleo se reuniu com os trabalhadores da educação para debater a greve dos caminhoneiros. Durante a reunião ficou clara a necessidade de aprofundarmos a democracia no Brasil, assim como a defesa da Petrobrás 100% estatal. A partir dessa reunião, elaboramos uma nota pública com a nossa posição.

NOTA PÚBLICA DO 18º NÚCLEO DO CPERS/SINDICATO

Reafirmamos de maneira pública o apoio do 18º núcleo do CPERS/Sindicato às lutas da classe trabalhadora brasileira. 
Historicamente construímos uma ampla unidade em defesa do Serviço Público Gaúcho, assim como estivemos presentes na defesa dos trabalhadores da saúde, bancários, municipários, trabalhadores rurais e outros segmentos. Encampamos as lutas contra a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária, que precarizam as relações de trabalho e que, comprovadamente, aumentaram o desemprego no país.
Desta maneira, afirmamos aqui a nossa solidariedade ao movimento dos caminhoneiros que, hoje, estão em greve. Entendemos que é essencial esclarecer que o aumento da gasolina tem se dado justamente pela política de preços adotada desde que Pedro Parente (PSDB) se tornou presidente da Petrobrás, em consequência do golpe de 2016 com a retirada da presidenta eleita Dilma Rousseff. Os aumentos consecutivos penalizam os trabalhadores do setor, assim como toda a economia brasileira. Além disso, estamos produzindo abaixo da nossa capacidade e refinando o petróleo fora do país. Sendo assim, devemos lutar por uma nova política de preços e em defesa da Petrobrás, que está sendo desmontada no governo de Michel Temer. Também reafirmamos nosso compromisso com a democracia e repudiamos os pedidos de intervenção militar. O que o Brasil precisa é de mais democracia. 
No ano passado realizamos uma greve de 94 dias, onde os trabalhadores em educação, assim como os caminhoneiros, reivindicam um tratamento mais justo por parte do governador Sartori, também do MDB, assim como Michel Temer. Os educadores estão há quatro anos sem reposição salarial e há 29 meses com salários atrasados e parcelados.
Neste momento de crise, fica mais clara a necessidade de união da classe trabalhadora para que nossas reivindicações sejam ouvidas e avancemos na construção de uma greve geral ampla com o apoio dos setores produtivos do país.