
Sara Rohde
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Os dias de quarentena estão aflorando a criatividade das pessoas, em especial do Frederico Fischborn e Marcio Konzen. Devido à pandemia, as festas e eventos estão sendo adiados e transferidos e a junção de amigos também, uma forma de se evitar aglomeração. Mas, não é por isso que se abandona a felicidade e a diversão, bem pelo contrário, elas podem se fazer presentes em nossa vida e aliadas à criatividade, podem ter um resultado surpreendente. Foi assim que aconteceu com Fred e Marcio que colocaram em prática o que muitos gostariam de estar fazendo: uma festa.
Conforme Fred, nessa quinta-feira, 4, o casal completou a marca de 80 dias confinado, um exemplo de cuidado com a disseminação do vírus já que os dois só saem de casa para busca de produtos essenciais como alimentação e medicamentos. “Felizmente, ao contrário de muitos, ambos temos oportunidade de trabalhar em sistema de home-office, e, por conta disso, estamos seguindo rigorosamente as medidas de isolamento propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As eventuais saídas de casa neste período se restringiram a busca de mantimentos e remédios, sempre devidamente protegidos e mantendo o máximo do distanciamento social”, salientou Fred.
Já era um costume as festas em casa, a junção da turma para confraternizar e se divertir com eventos temáticos. Em cada data comemorativa, uma decoração especial era montada, o que chamava a atenção dos convidados, já que as festas, muitas vezes, eram mais criativas do que os eventos em boates e clubes. “Antes da pandemia, sempre tivemos o hábito de receber os amigos e oferecer confraternizações, muitas vezes “temáticas”. E foi assim, na expectativa de “passar o tempo”, de dar algum aspecto “lúdico” ao desafio do isolamento e de interagir virtualmente com os amigos que surgiu a ideia de fazermos uma noite de Halloween, em março”, contou Fred.
Uma forma de se reunir com os amigos virtualmente e não deixar que os dias de pandemia se tornassem monótonos. Claro, com o pensamento principal em ficar confinado para preservar a saúde das pessoas.

Fred conta que ao postar nas redes sociais fotos e registros do “dia das bruxas fora de época”, muitos amigos e seguidores adoraram a ideia e interagiram de forma intensa com o casal. “Muitas curtidas, comentários e – o mais importante nesses tempos de distanciamento – muita interação com pessoas queridas. Isso nos deu a certeza de que devíamos fazer desta iniciativa um “hábito” durante o confinamento”. E foi assim que surgiu o evento “Sextas Temáticas da Quarentena”. E a partir de então as festas temáticas não pararam mais.
Segundo Fred, desde a primeira junção intitulada “Halloween”, outras nove edições temáticas foram realizadas. Entre elas a “Oktoberfest”, “Festa Junina”, “Natal”, “Dia das Crianças”, “Noite Gótica”, “Réveillon”, “Anos 80″, “Carnaval” e “Noite dos Super Heróis”.
Os temas são definidos em conjunto sempre no início da semana. São escolhidos elementos de decoração, figurinos, comes, bebes, trilha sonora, tudo conforme o estilo da festa. Nada muito diferente do que sempre faziam antes da quarentena, mas, agora, com um cuidado maior e sem a presença em forma física de outros convidados, mas, somente de forma física.
Como o isolamento social ainda é indicado nos próximos dias, ambos vão seguir com a quarentena e também com as festas temáticas a dois. Fred conta que novos temas já estão na fila de espera e que devido a grande repercussão nas redes socias, todas as sextas-feiras o público virtual, que aumenta em cada edição, já espera ansioso pelo que vai vir. “Estamos recebendo sugestões e pedidos dos amigos para serem incluídos/mencionados na confraternização. Durante o meio da semana chegam mensagens dos amigos na expectativa do que estaremos aprontando. Outra coisa bem legal é que já temos notícias de pessoas que adotaram nossa ideia e começaram a produzir suas próprias festinhas e se divertindo com os familiares”, disse.

Fred salienta que o casal tem total convicção de que o momento atual é delicado e que a situação sanitária é grave e não inspira celebrações, por isso, acredita que ficar em casa é de suma importância para ajudar a não espalhar o vírus, o que acaba ajudando também na preservação da saúde de todos. “Quem não está na “linha de frente” do combate ao vírus pode ajudar respeitando o isolamento e levando muito a sério a importância de “ficar em casa”, evitando assim que o vírus circule e não colocando em risco a saúde dos demais”.
Um exemplo que merece ser respeitado e que pode se tornar modelo para as demais pessoas que permanecem em casa e que sentem falta de sair ou de participar de uma festa. Segundo Fred, para quem pode, ficar em casa é um gesto de cidadania e civilidade. “Todas as postagens que fazemos das “Sextas Temáticas” vêm com essa tag de marcação “#FiqueEmCasa”, justamente para incentivar o pessoal a manter o resguardo”, finalizou.














