
Foto: Phillipe Guimarães/MS/Banco de Imagens RJ
A Secretaria de Saúde de Santa Cruz do Sul demonstra preocupação diante da baixa procura pela vacina contra a gripe, em um momento em que os atendimentos por síndromes respiratórias crescem de forma significativa. Com a chegada do período mais frio, o temor é de aumento de casos graves, internações e sobrecarga nos serviços de saúde.
Os reflexos já são sentidos nas unidades. No Cemai (Centro Materno-Infantil), na última segunda-feira, 18, foram registrados mais de 150 atendimentos, número muito acima da média habitual de 50 a 60 pacientes por dia. “É fundamental que as pessoas procurem a vacina o quanto antes, já que ela leva alguns dias para produzir a proteção adequada no organismo”, explicou o coordenador do Setor de Imunizações, Roger Peres.
Até agora, foram aplicadas 21.566 doses da vacina contra a influenza no município. Destas, 14.069 foram destinadas aos grupos prioritários – idosos, gestantes e crianças. A cobertura vacinal geral nesses grupos está em 37,74%, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. “Pessoas vulneráveis podem apresentar agravamento importante dos quadros respiratórios em razão da imunidade mais baixa e o que poderia ser apenas um resfriado pode acabar evoluindo para uma pneumonia”, alertou a diretora da Atenção Básica, Clauceane Venzke.
Entre os públicos mais vulneráveis, os índices seguem baixos: 35,95% entre gestantes, 43,04% entre idosos e apenas 19,85% entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos. “Com isso, os serviços acabam ficando lotados e o tempo de espera pode ultrapassar três horas em alguns horários do dia. As pessoas precisam estar atentas e levar os filhos para vacinar”, reforçou Clauceane.
A campanha tem como meta imunizar 37.277 pessoas dos grupos prioritários. Até 30 de maio, também estão incluídos professores, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades ou doenças crônicas. Roger Peres destacou que, por enquanto, não há determinação do Ministério da Saúde para ampliar a vacinação a toda a população, mesmo com doses disponíveis.
Outro ponto reforçado pelos profissionais de saúde é a importância de compreender o verdadeiro papel da vacina. A imunização não impede totalmente que a pessoa contraia gripe, mas reduz significativamente os riscos de agravamento da doença, hospitalizações e óbitos. Pessoas vacinadas tendem a apresentar sintomas mais leves e recuperação mais rápida.
Clauceane lembra que a vacina é segura e respaldada por ampla comprovação científica. “As pessoas podem ficar tranquilas. É uma vacina segura, estudada e fundamental para reduzir casos graves e salvar vidas”, afirmou.














