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Lucca Herzog
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Segunda-feira, dia 13 de julho, é o Dia do Cantor. E embora o talento seja apontado como o fator principal da arte de cantar, todo o praticante depende de estudo, ensaio e dedicação para desenvolver a técnica e manter a saúde vocal.
Músico há mais de 30 anos, Edinho Nascimento tem a voz como um dos principais instrumentos de trabalho, e reconhece que esse lado musical surgiu por necessidade. “A voz começou quando eu vi que precisaria sempre de outra pessoa para cantar. Então comecei a me arriscar”, relembra.
Para Edinho, a voz deve ser encarada da mesma forma que qualquer outro aspecto musical. “A voz é um instrumento”, define. “Precisa repetir, saber onde tirar o melhor som, encontrar o ritmo, o diafragma, fazer exercício o tempo todo. É um combinado entre corpo, respiração e articulação. Se não dominar esses pilares, é muito difícil cantar bem e afinar.”
Para o músico, essa conexão com o corpo também é um atalho para os sentimentos. “O que acho mais especial é que o músico consegue mexer diretamente com o sentimento. Além da letra que pode tocar uma pessoa, tem a doçura de cantar, a voz mais suave, a voz mais grave, a voz mais agressiva”, explica. “Para músicos como eu, todos os instrumentos são iguais, e tem o seu papel. Mas para o público em geral, a voz é o que mais importa.”
Além de atuar nos palcos e nas aulas de música, há oito anos Edinho também é professor de canto. E para ele, cada voz merece um tratamento individual, com respeito às características não só da voz, mas do próprio cantor e de seus objetivos. “Acredito que vai além de ter uma boa técnica e acertar as notas”, afirma.
Por isso, em suas aulas, um dos principais objetivos é criar um ambiente acolhedor para que os alunos desenvolvam uma relação saudável com a própria voz, e que superem o medo de cantar diante de outras pessoas. Ele relata: “Muita gente me procura querendo fazer aula, mas acaba desistindo porque sente muita vergonha. Tenho alunas de quem eu sou fã, quem eu escutaria o dia inteiro cantando, mas que, quando chegam na frente do público, travam. O trabalho é ajudar a vencer esses bloqueios e descobrir o próprio jeito de cantar”.













