
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Cruz
Fabrício Goulart
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A discussão sobre um novo aeroporto para Santa Cruz do Sul é vista como necessária por representantes do setor empresarial. Diante das limitações do Aeroporto Luiz Beck da Silva, localizado em Linha Santa Cruz, empresários avaliam que a região precisa de uma estrutura capaz de acompanhar o desenvolvimento econômico. A discussão tem ganhado novos contornos nos últimos meses, após a Prefeitura comunicar estar estudando as possibilidades para uma mudança.
Para o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thessing, Santa Cruz e a região já apresentam uma atividade econômica que justifica a implantação. O dirigente lembra que o setor vem acompanhando as articulações em torno do projeto há algum tempo. Assim, considera a estrutura importante para facilitar a circulação de pessoas e contribuir para a geração de emprego e renda. “Santa Cruz e a região merecem e precisam de um aeroporto”, avalia.
Segundo Thessing, somente o setor empresarial ligado ao tabaco recebe anualmente cerca de 900 clientes. Além disso, afirma existir uma demanda estimada em aproximadamente 4 mil pessoas que poderiam ser atendidas com maior facilidade por uma estrutura adequada de voos comerciais.
O presidente do SindiTabaco também considera estratégica a possibilidade de instalação do novo aeroporto nas proximidades do Distrito Industrial, embora não seja essencial. Para ele, a localização poderia facilitar o atendimento às empresas e, ao mesmo tempo, superar algumas das limitações encontradas no atual aeródromo. “Em Linha Santa Cruz não há como expandir (a pista de pouso e decolagem) por causa das edificações no entorno”, observa.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito
Necessidade e planejamento
O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, Marco Borba, lembra que a discussão sobre um novo aeroporto não é recente. A pauta já vem sendo debatida há anos e existe, entre os empresários, tanto uma necessidade quanto uma vontade de contar com uma estrutura aeroportuária maior. “Acho que há uma necessidade, há uma vontade. Acho que a vontade é até superior à própria necessidade”, observa.
Borba, entretanto, chama atenção para a necessidade de definir qual seria a função da nova estrutura. Para ele, é preciso diferenciar um aeroporto voltado ao transporte comercial de passageiros de um direcionado à circulação de cargas. O dirigente defende que um eventual novo aeródromo seja planejado a partir de dados concretos. “Tudo na vida é diálogo, é pesquisa, são dados, não sonho. Não se pode viver de sonho; tem que viver de dados concretos”, acentua.

Foto: Fabrício Goulart
Entrave
A implantação de um novo aeroporto em Santa Cruz do Sul esbarra em um acordo entre o governo federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a concessionária responsável pelo Salgado Filho, em Porto Alegre, a Fraport Brasil. Conforme já informado pelo Riovale Jornal, a área de influência da concessão impõe restrições à instalação de novos aeródromos comerciais a uma distância de 150 quilômetros. Diante disso, a continuidade do projeto dependerá de articulações entre os governos municipal, estadual e federal, e os órgãos responsáveis pelo setor aeroportuário.
Tá na Hora
O assunto foi pauta do último Tá na Hora, promovido pela ACI. Fundador da CVC e empresário no ramo do turismo há mais de 50 anos, Guilherme Paulus afirmou que um novo aeroporto é fundamental para o desenvolvimento da região. “Não é uma cobrança, prefeito, mas um aeroporto regional é muito importante”, afirmou.
Paulus atestou que o problema aeroportuário não é apenas do Vale do Rio Pardo e precisa da mobilização de todos os segmentos envolvidos. Para ele, a articulação entre governos, companhias aéreas e órgãos responsáveis pela infraestrutura aeroviária é fundamental.













