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A arte olho no olho de Márcia Marostega

Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus

Márcia Marostega desenvolve temática feminina baseada no olhar e na sua experiência de vida

Nascida em Santa Rosa, Márcia Regina Marostega Cândido dos Santos, santa-cruzense há 19 anos, tem a arte como modo de viver. Artista desde criança, Márcia conseguiu transformar o gosto pela pintura em uma forma de aliar o prazer e o profissional através da arte. “Lembro-me que um dia, quando muito pequena, fiz uma pintura na escola e mostrei para o Tio Duílio (irmão do meu avô paterno) que morava em Porto Alegre e quando ia à Santa Rosa, nos visitava. Ele adorou a pintura e me incentivou, eu devia ter menos de seis anos, mas de qualquer forma, isso me despertou”, relembra.
“Um pouco maior, pedi para minha mãe me inscrever em um curso de pintura, então comecei aos oito anos de idade o curso com a professora e artista Vera Rigo. Pintava como hobby, não pensava que seria minha escolha de vida” revela Márcia. Com os anos passando, o interesse ganhou o estudo de aperfeiçoamento.
Bacharel em Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Pós graduação em Design para Estamparia na mesma instituição de ensino, a artista aprimorou sua arte com um curso de pintura na Sculoa Lorenzo De’Medici em Florença na Itália. “Depois que concluí meu curso na UFSM retornei à Santa Rosa e tive a oportunidade de ingressar no corpo docente da Fundação Educacional Machado de Assis (FEMA), na Faculdade de Artes Plásticas, onde ministrei aulas até 1994”.
A vida mudou sua cidade e Márcia passou a residir em Santa Cruz do Sul. “Aqui ministrei cursos de pintura na Galeria Visage, da produtora cultural e marchand, Ludmila Krepelka, entre 1995 e 1996. Também ministrei cursos no Atelier da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul e a partir de 1997 até 2010 orientei cursos no Atelier Livre de desenho e pintura da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)”, comenta. Atualmente orienta aulas em seu atelier, que fica na rua Carlos Mauricio Werlang, 106, no bairro Verena”.

Rolf Steinhaus

Atelier de Márcia fica localizado na rua Carlos Mauricio Werlang, 106, no bairro Verena

AO REDOR DO MUNDO

A artista, que já expôs seus trabalhos em diversas cidades do Rio Grande do Sul como Porto Alegre, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Gramado, além é claro de Santa Cruz do Sul, também já teve os quadros apreciados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e até fora do Brasil, em países como França, Itália, China, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Áustria, Alemanha e Bélgica.
Para Márcia Marostega, a obra de arte precisa ter “alma”, porém achar uma definição exata do que é arte é mais difícil. “Não existe uma resposta acabada, já que são muitas concepções. Nas palavras de Iberê Camargo ‘a arte é também história e expressa a nossa humanidade, é intemporal, embora guarde a fisionomia de cada época’”.
Conforme a artista, “para compreender uma obra de arte é preciso considerar o contexto em que ela foi produzida, ela é influenciada por um pensamento, uma ideologia, uma época ou lugar. É sentimento, expressão, é subjetiva. Representa nossa cultura e o desenvolvimento das emoções e intuições humanas” enfatiza Marostega, que tem os artistas Milton Dacosta, Portinari, Picasso, Botero, Teruz e Klimt como inspiradores.

OLHARES DIGITAIS DA ALMA

Rolf Steinhaus

Márcia Marostega há anos desenvolvea temática feminina
presente na exposição “Olhares Digitais da Alma”

Atualmente em exposição na Casa das Artes Regina Simonis, os trabalhos de Márcia Marostega trazem os olhares produzidos pela artista revestindo as telas, reforçando nuances,dançando e libertando emoções, tanto da artista, como das pessoas que já tiveram a oportunidade de ver a exposição “Olhares Digitais da Alma”, que já passou este ano por Caxias do Sul em abril e Porto Alegre em outubro.
“Há alguns anos estou desenvolvendo a temática figurativa feminina. Através dela, devaneio. Sempre tenho muito que aprender, a cada trabalho ou exposição é um novo desafio. É uma longa caminhada” destaca Márcia. Apoiado pela Savedra, Graffite, Costaneira e TAOS Propaganda, a exposição trouxe a empresa Téia + Iara Arquitetura como participação especial.
Para Márcia, espaços como este, promovido pela Associação Pró Cultura, devem ser estimulados: “Todo espaço é bem vindo e o artista precisa de espaço para mostrar o seu trabalho. Temos muitos artistas em Santa Cruz, muita gente de talento e os trabalhos precisam ser mostrados. Tem muita gente produzindo e precisamos de mais espaços para divulgar os trabalhos na cidade” revela Márcia.
A exposição “Olhares Digitais da Alma” ficará a mostra na Casa das Artes Regina Simonis até o dia 31 de dezembro.O horário de visitação da exposição é de segunda a sexta-feira das 9h30 às 11h30 na parte da manhã e das 13h às 18h na parte da tarde. Aos sábados a exposição fica aberta das 9h30 às 15h30.