Nesta terça-feira, dia 28, a Associação Amigos do Cinema exibe o filme “Uma mulher sob influência”, de John Cassavetes, 1974, EUA, 129 min. A sessão acontece às 20h, na sede do Sindibancários, localizada na Rua Sete de Setembro, 489.
Confira alguns comentários sobre a produção feitos por Leonardo Alexander (Clube do Filme):
Sinopse
“‘Uma Mulher Sob Influência’ focaliza o cotidiano dramático de uma família norte-americana. Mabel Longhetti (Gena Rowlands) é dona de casa, esposa e mãe. Seu marido Nick (Peter Falk) é o líder de um grupo de operários, um sujeito expansivo, rude e agregador. Mabel se esforça para agradar o marido, para ser uma boa mãe, para lidar com as pessoas ao seu redor. No entanto, ela não é uma pessoa como as outras. Em meio aos estranhos maneirismos de Mabel, ao seu comportamento errático, à sua maneira nada convencional de se expressar, é possível visualizar uma mulher desesperada, às voltas com as obrigações de uma vida doméstica talvez indesejada. Louca? Eis a questão. Qual o limite de sanidade? Onde começa a loucura? O filme focaliza o antes e o depois da internação de Mabel numa clínica psiquiátrica. A incompreensão, a violência e também um extremo amor fazem parte da vida dessa família tão disfuncional.”

Origens
“A gênese de ‘Uma Mulher Sob Influência’ é bastante curiosa. Gena Rowlands havia dito ao marido que queria atuar em uma peça que tratasse das dificuldades que enfrenta a mulher moderna. A partir desse desejo da esposa, Cassavetes escreveu o material para a peça. A atriz, no entanto, disse que seria impossível atuar várias vezes por semana em um projeto tão intenso e desgastante. O diretor resolveu, então, adaptar a história para o cinema. Iniciou-se, assim, uma verdadeira epopeia para arrecadar dinheiro para a realização do filme. Segundo o cineasta, ninguém queria ver uma mulher louca de meia idade no cinema.
Sem investimentos dos estúdios, Cassavetes hipotecou sua casa e fez empréstimos com amigos, dentre eles, Peter Falk (famoso por interpretar Columbo na televisão). Falk havia amado o roteiro e queria não só investir, mas também atuar no longa-metragem. A equipe do filme consistia, em sua maioria, de estudantes do American Film Institute. Além de atuar, Rowlands era responsável pela própria maquiagem e penteado. Após a finalização do filme, o novo desafio foi encontrar uma forma de distribuí-lo.
Sem conseguir um distribuidor, Cassavetes viu-se obrigado a contatar pessoalmente proprietários de cinemas e pedir para que exibissem seu filme. Segundo Jeff Lipsky, na época um universitário que foi chamado para ajudar no lançamento do longa-metragem, ‘foi a primeira vez na história do cinema que um filme independente foi distribuído sem o uso de um sistema nacional de sub-distribuidores’. Cassavetes levou também o longa-metragem a algumas universidades, onde organizou discussões com os alunos. O filme chegou também a participar de alguns festivais, como o de San Sebastián.”














