SuilanConrado
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Em 95 anos de história, a Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, elegeu, pela primeira vez, uma mulher para presidência. Isso ocorreu na última quarta-feira, quando em assembleia geral da entidade, a empresária Tânia Traesel foi escolhida para dirigir a gestão 2013-2015, ao lado do seu vice Eduardo Assmann.
Desde 2004 em Santa Cruz, avenâncio-airense se diz honrada, e encara a nova empreitada como um desafio. “Antes de mim estiveram presidindo empresários muito bem sucedidos, com grande conhecimento, etodos fizeram um ótimo trabalho”, ressaltou.
Com uma trajetória empresarial que passa pela Associação dos Jovens Empresários de Santa Cruz (Ajesc), a qual foi presidente, e pela Associação das Entidades Empresariais de Santa Cruz (Assemp), Tânia quer focar na representatividade, e fortalecer ainda mais o papel da ACI para com a comunidade.
Rodrigo Assmann

A nova presidente da Associação Industrial e Comercial (ACI) de Santa Cruz do Sul, a empresária Tânia Traesel, assegura que além defocar na representatividade, pretende dar andamento aos projetos internos de aproximação e relacionamento com os associados da entidade
Como é ser a primeira mulher eleita de uma associação tão consolidada quanto a ACI?
“É uma honra. A ACI completou 95 anos, com uma história de grande envolvimento nas questões da comunidade e fundamental para o desenvolvimento de muitas empresas. Como a nossa diretoria tem profissionais das mais variadas áreas, eu não estou sozinha e vamos dar conta do recado.”
Tânia, você já integrava a diretoria da ACI como vice, o que certamente lhe agregou muita experiência. Agora, como presidente, quais os planos e expectativas que a norteiam nesta nova empreitada?
“Vamos focar na representatividade, fortalecendo ainda mais esse papel que a ACI exerce junto à comunidade e, ao mesmo tempo, dar andamento aos projetos internos de aproximação e relacionamento com seus associados, além das ações voltadas à melhoria dos processos de gestão da entidade. Recentemente, revisamos nosso planejamento estratégico e ratificamos as diretrizes estabelecidas: sustentabilidade financeira; foco no associado; foco no mercado; excelência em gestão organizacional; desenvolvimento da entidade em si e dos talentos que atuam na entidade. Esses são os nortes que vão orientar as ações da atual diretoria.Com relação aos associados, por exemplo, temos várias ações em andamento, como o Café Empresarial, voltado à troca de conhecimentos e networking, que tem obtido grande sucesso. A II Rodada de Negócios, realizada em maio, com sua proposta de estimular as relações comerciais entre as empresas locais, é outra ação bem sucedida que será mantida e ampliada pela nova gestão.Internamente, a ACI participa de um projeto junto à Federação das Associações Comerciais e de Serviços do RS (Federasul) – Pertence – que justamente busca oferecer às ACIs ferramentas para que possam melhorar seus processos de gestão, colaborando assim para a sustentabilidade financeira das entidades. Na área de desenvolvimento empresarial, na qual temos uma longa tradição, por meio da promoção de cursos e eventos, dispomos de uma ampla oferta de treinamentos e desde o ano passado passamos a atuar na plataforma do ensino a distância (EaD) através de uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para promoção de MBAs na área do Agronegócios. Esses são somente alguns dos muitos produtos e serviços que as empresas podem encontrar na ACI ao se associarem, além da certeza de que a entidade, por meio de sua participação em mais de 20 Conselhos e Comissões do município, também está atenta ao que acontece em sua comunidade e no meio empresarial.”
Como foi a escolha dos membros da diretoria?
“Procuramos escolher a diretoria, a mais diversificada possível, para que tanto indústria, comércio e serviços se sintam representados”.
Você já conhecia o seu vice Eduardo Assmann?
“Sim, ele faz parte da Associação Santa Cruz Novos Rumos (ASCNOR), também é bastante envolvido na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), é representante da ACI em comitês!Para mim é fundamental ter um vice da indústria, pois como eu sou do comércio, gostaria assim se sentem representados nesta gestão”.
O que, de fato, faz um dirigente da ACI?
“Como dirigente de uma entidade com 95 anos de existência e mais de 400 associados, entre empresas do comércio, serviços e indústria, de grande, médio e pequeno porte, além de profissionais liberais, desempenhar esse cargo é uma grande responsabilidade. Como está definida em nossa missão minha tarefa é “representar os interesses do associado e estimular o seu crescimento e desenvolvimento”. Para que isso ocorra eu, minha diretoria e a equipe interna trabalham em sintonia, seguindo as diretrizes definidas em nosso planejamento estratégico. Assim como em uma empresa, uma entidade não existe sem gestão. Num cenário macro, buscamos também a união com outras entidades afins, para que o segmento empresarial tenha voz junto aos poderes constituídos, participando ativamente da construção de um modelo de desenvolvimento que favoreça o empreendedorismo e promova o crescimento da comunidade como um todo”.
Rolf Steinhaus
Tânia ao lado de Eduardo Assmann: fortalecer o papel que a ACI exerce junto à comunidade














