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Adote um amigo e salve uma vida

O Touro é de porte grande e também está para adoção no Canil Municipal

Sara Rohde
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O verdadeiro significado do amor a gente encontra em uma amizade, e para ter um amigo não é difícil, basta se comprometer, respeitar e ser leal. Quem tem um amigo não precisa de mais nada, ainda mais quando for um cachorro, um gatinho ou qualquer animal de estimação. Este ser jamais trairá sua confiança, a menos que você não compre sua ração favorita. A matéria de hoje visa incentivar a adoção, a criação de um laço que não se compra, se adota. Além de se beneficiar com uma companhia especial, a gratidão será eterna por trazê-lo à família. 
Você pode resgatar um animal abandonado na rua ou adotá-lo no Canil Municipal de Santa Cruz do Sul. Atualmente o Canil tem capacidade de abrigar 47 animais, porém há  mais do que o permitido, pois a cada dia um novo ser é jogado às ruas, pelo simples fato das pessoas não se prevenirem, e claro, pela maldade do ser humano irresponsável. 
Para cada peludo adotado, outros dois são abandonados. Para ter uma ideia, são 63 animais abrigados no Canil, entre eles, 10 estão em tratamento ou observação e outros 53 para adoção responsável. São cachorros novos, velhinhos, todos bem cuidados, mas com um sonho: ter uma família que lhes dê amor. Entre os bichinhos que mais estão à espera de um lar estão os idosos de porte grande, a maioria resgatado de maus-tratos.
Para o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, Raul Fritsch, o controle populacional de animais é de suma importância para garantir a qualidade de vida, pois com este controle, deixaram de nascer mais de 20 mil animais em um ano, esses animais estariam nas ruas, abandonados e com fome. “O controle populacional é a chave de tudo, se tiver controle, poderá ser investido com mais qualidade nos animais que existem hoje. O bem-estar animal e a qualidade de vida dependem da conscientização das pessoas e das ONG’s que ajudam”. Segundo o secretário, o município arca com o custo, mas as ONG’s auxiliam em tudo. “Elas vão às casas voluntariamente, levam os animais para vacinação e castração, só temos a agradecer o empenho da Alma, Protetores de Santa Cruz e Cavalo de Lata, fora os outros grupos e abrigos (ASFA; Salve um Gatinho; Amigos do Peito; Amigos Herói; Quem Quer Gato) e os lares temporários que ajudam muito, com isso, conseguimos ter um controle da procriação dos animais”, completou.
Além do controle populacional Raul destaca a responsabilidade e o bom senso dos tutores que devem manter o animal dentro do pátio. Se o animal for recolhido o dono deve arcar com as taxas, como hora trabalhada da veterinária, transporte, hospedagem, medicamento e alimentação do animal. Quando se recolhe um animal por denúncia da comunidade ou solicitação, é para evitar ataque às pessoas e principalmente o perigo de causar um acidente, tanto para motoristas que transitam nas ruas, como o próprio animal que pode ser atropelado. 
Um caso lembrado pelo secretário foi de um chamado às 3 horas para retirar um cavalo que estava solto na rodovia. O cavalo estava de um lado pro outro, cortando a frente dos carros. A veterinária do município foi tirar o animal juntamente da Guarda Municipal, e o conduziu ao Canil. A Prefeitura arcou com a hora trabalhada da veterinária, desde o recolhimento até os gastos com estadia e tratamento. Este custo foi repassado ao dono do cavalo, que apareceu para buscá-lo.  “Muitas pessoas falam em multas, mas não são multas, são taxas, pois tudo tem custo. Mesmo assim, procuramos usar sempre o bom senso, conversar, entrar em um acordo com o dono do animal. A Prefeitura faz de tudo para amenizar os problemas”, ressaltou Raul. 
Na maioria das vezes os tutores dos animais só se dão conta da responsabilidade após um descuido.  “O dono veio à secretaria perguntar o porquê da cobrança se o animal era dele, então falei que se causasse a morte de alguém a responsabilidade e os custos seriam bem maiores do que o que estava sendo cobrado”. Raul contou que neste caso houve a tentativa infeliz do furto do equino, o que não deu certo, pois o cavalo era xucro, e por isso se soltou na rodovia. “Mesmo assim, a responsabilidade é do dono”, disse. No caso de pequenos animais o caso é o mesmo. “Se passa um motociclista e cai, a responsabilidade é do dono, pois animais domésticos devem ficar dentro do pátio. Se alguém denunciar, haverá autuação”. 

O Ramiro é de porte pequeno/médio, é castrado, vacinado e microchipado e está a bastante tempo no Canil aguardando um lar

HOSPITAL VETERINÁRIO

O município de Santa Cruz do Sul investiu em um ano, só em clínica, vacinas e medicamentos, atendimentos de emergência e castração, R$ 265mil, tudo para melhor atender os animais. Fora todo o custo de manutenção que tem o Canil Municipal, valor que não está incluso neste montante, e tudo indica melhorar a partir da implantação do Hospital Veterinário, o que é um dos planos do Prefeito Telmo Kirst. A Prefeitura Municipal está buscando e estudando a forma correta para iniciar este compromisso com o município. “A meta é implantar o Hospital dentro do mandato do Prefeito Telmo, neste período queremos viabilizar a melhor solução para que essa ideia saia do papel”. 
A estrutura do Canil Municipal e do bem-estar animal também é a meta da Prefeitura. “Queremos melhorar a qualidade que já está bem evoluída, pois quando assumimos em 2013, o Canil passou de um Centro de Zoonoses (local de controle de doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos e na prevenção de epidemias), para o bem-estar animal, que oferece a prevenção como qualidade de vida”, ressaltou Fritsch.

EU QUERO ADOTAR, COMO FAÇO? 

Para ter a companhia de um cão ou gato não é preciso pagar nada e essa amizade pode ser encontrada no Canil Municipal de Santa Cruz do Sul. Para adotar é necessário ser maior de idade, possuir pátio fechado, se comprometer com atendimento veterinário quando for necessário, ter disponibilidade de tempo, estar ciente de que um animal vive em torno de 10 a 15 anos e que exige muita responsabilidade. 
É preciso levar documento de identidade e comprovante de residência.
Para uma adoção responsável é necessário: 
Oferecer um abrigo em uma casinha confortável com caminha quente, alimentação, água fresca e muito carinho. O local deve ser limpo todos os dias;
Informar-se sobre as características da espécie escolhida, tais como tamanho, temperamento, particularidades, hábitos, ambiente adequado, necessidade de espaço;
Jamais deixar o animal solto na rua. Passeios são fundamentais, mas sempre com coleira e guia. Fornecer abrigo, alimento, vacinas e levá-lo regularmente ao veterinário. Dar banho, escová-lo e exercitá-lo regularmente. Animais soltos podem ser atropelados, agredir pessoas, adquirir doenças ou até sofrer crueldades. Manter o animal de estimação dentro dos limites de sua casa ou pátio, mas não amarrado ou preso em corrente.

DENUNCIE MAUS-TRATOS:

Amarrar, deixar preso em correntes, não alimentar e não dar água, deixar no sol ou na chuva. Machucar, agredir e não dar amor, estressar e não dar assistência veterinária, obrigar a trabalhar excessivamente. Promover rinhas e capturar animais silvestres é crime e tem pena.
Em caso de presenciar o ato de crueldade aos animais, seja doméstico, domesticado, silvestres ou exóticos, é preciso denunciar. Maus-tratos contra os animais é crime e legitimado pelo Art. 32, da Lei Federal nº 9.605 de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais), pela constituição Federal Brasileira, de 5 de outubro de 1988, e pela Lei Ordinária nº 7325, de 02.07.2015 de Santa Cruz do Sul. A pena é a detenção de 3 meses a 1 ano e multa e é aumentada, de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal. 
Denuncie: Secretaria do Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade: (51) 3902-3611
Polícia Militar: 190
Polícia Civil: 197
IBAMA: (51) 3228-7186 ou (51) 3225-2144
Ministério Público: (51) 3711-2644

Próxima Feira de Adoção: 6/10 e 21 e 22/10 (local a definir)

Canil Municipal: Rua Victor Frederico Baumhardt, 2581 – Dona Carlota