
Rosibel Fagundes
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O último sábado, 4 de maio, foi destinado para o dia “D” da Campanha Nacional de Imunização contra a gripe. Em Santa Cruz do Sul, além das 28 unidades de saúde que atenderam em horário diferenciado, o Posto Central e um ponto de vacinação localizado na Casa de Clientes da CDL, na Praça Getúlio Vargas também realizou o atendimento. A expectativa de acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações, enfermeira Lizete Plotzki de Pires era incentivar os grupos prioritários a se vacinar, no entanto a procura foi considerada baixa. “A gente esperava atingir os 50% da meta, mas não conseguimos. Apenas oito mil pessoas receberam a dose no sábado. O total de imunizados até o momento no município é de 22.173 mil pessoas dos 45.435 mil que devem receber a dose”.
De acordo com a coordenadora entre os grupos que tiveram maior procura está o de idosos com 65% de cobertura vacinal. As puérperas aparecem em segundo lugar com 58%, as crianças com 46 %, gestantes 45% e trabalhadores da saúde com 29%. Segundo a coordenadora a desconfiança sobre a eficácia e o medo de uma reação à vacina estão entre os principais motivos para a baixa procura. “Nós temos um segmento de todos os anos ter dificuldades de atingir os 90%, e somente no final de campanha é que conseguimos. Posso dizer que isto se deve, um pouco pela cultura do brasileiro que costuma deixar tudo para a última hora, mas um pouco é em função do receio de algumas pessoas que ainda acreditam que a vacina pode desenvolver uma gripe, ou de pessoas que se sentiram mal após a aplicação da dose e associam isto a vacinação”.
Lizete ressaltou ainda que esperava mais conscientização das pessoas, visto que na sexta-feira 3, um dia antes do dia “D” houve a confirmação do primeiro caso de gripe A no município. “Um menino de um ano e sete meses foi diagnosticado com a doença, ele agora está bem e já recebeu alta, mas é importante dizer que assim como evoluiu bem o quadro de saúde, algumas pessoas podem ter sérios problemas em especial pessoas com comorbidade ou idosos, onde o risco aumenta proporcionalmente. Esperamos que as pessoas se conscientizem. Não precisamos noticiar uma morte para todos saírem correndo para se vacinar. Que façam isso antes”, afirmou a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações, enfermeira Lizete Plotzki de Pires.
Somente no sábado, dia “D” de vacinação cerca de 500 mil pessoas aproveitaram a data para se vacinar no Estado. Com isso, o total de pessoas vacinadas desde a abertura da campanha já chega a 1,8 milhão, o que representa 48% da população dos grupos prioritários. Entre os grupos que se destacam está o das puérperas com 66,6%, seguido pelo dos idosos com 57,7%, gestantes com 50,8%, crianças com 48,7%, trabalhador de saúde com 47,2%. A campanha nacional de imunização se estende até o dia 31 de maio. Vale lembrar que a vacina protege contra os três tipos mais frequentes de vírus influenza (dois do tipo A, H1N1 e H3N2, e um do tipo B).














