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Cachecóis quentinhos para os idosos do asilo

Divulgação/RJ

Voluntárias e idosos na entrega das mantas para os moradores da Asan

Cada um dos 93 moradores da Associação de Auxílio aos Necessitados de Santa Cruz do Sul (Asan) recebeu na quinta-feira, 14 de agosto, um cachecol novo para se aquecer neste e no próximo inverno. Em uma tarde de visita e confraternização, cada idoso pôde escolher a peça que mais lhe agradou entre as diversas cores, modelos e tamanhos. Carmelinda da Silva escolheu uma manta branca de tamanho pequeno. Já usando sua peça nova, ela disse que gostou do presente e que se achou mais bonita.
As peças artesanais para os idosos foram feitas por um grupo de 14 mulheres, participantes do grupo de voluntários do programa Universal Leaf Cidadão. Além dos moradores da Asan, também receberam seus cachecóis os 30 idosos do Grupo Paz e Amor na Terceira Idade, do Bairro Faxinal Menino Deus.
A ideia de tricotar mantas para os idosos surgiu do próprio grupo, que se encontra semanalmente no Polo Comunitário Menino Deus, para fazer tricô, crochê e trabalhos voluntários para a própria comunidade. Em apoio à iniciativa, foi solicitado junto à campanha de inverno da Universal Leaf Tabacos a doação de novelos de lã. O resultado foi a confecção de 125 mantas em dois meses produzidos pelo grupo de senhoras e, também, por funcionárias da empresa que se sensibilizaram e tricotaram para a campanha.
Para a secretária executiva da Asan, Miriam Etges, ações como o das mulheres do Bairro Faxinal Menino Deus são sempre muito bem-vindas na instituição. “Aqui se usa tudo em grande quantidade”, disse. “E as visitas são muito importantes para os idosos”, acrescentou. Ela também lembrou que é interessante que as pessoas, grupos ou empresas interessadas em fazer doações consultem a administração do asilo para verificar quais as necessidades da instituição.


Carmelinda da Silva: mais bonita com seu cachecol branco

Sobre o grupo de mulheres tricoteiras do Bairro Menino Deus, a assistente social da Universal Leaf Tabacos, Carla Berny, disse que iniciou com sete voluntárias e em cerca de um ano de atividades, o número de participantes já dobrou. “Nosso grupo é formado por aposentadas, donas de casa e até jovens adolescentes, que se reúnem com o intuito de confraternizar, conversar, fazer atividades artesanais e dividir este momento umas com as outras”, contou. “É enxergar o outro que está ao meu lado e que precisa de mim”, explicou.
Em um destes encontros semanais, as mulheres do bairro pensaram em inventar algo que pudesse fazer a diferença para o próximo. “E surgiu a ideia de que ninguém é tão pobre que não pode estender a mão a quem precisa”, contou a assistente social. “Essas mulheres estão aqui (no asilo) não só pela ação de doar algo material, mas no ato de dar um abraço um carinho a quem também precisa. Estão praticando a bondade para com o próximo”, concluiu Carla.