Início Geral Comunidade aprova mudanças no trânsito da Av. Euclides Kliemann

Comunidade aprova mudanças no trânsito da Av. Euclides Kliemann

Everson Boeck
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O acidente ocorrido no dia 24 de maio, sábado, na Avenida Euclides Kliemann – principal via que liga o Bairro Arroio Grande ao Centro de Santa Cruz do Sul e registra, por dia, a passagem de aproximadamente 30 mil veículos –, motivou a Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos a realizar intervenções no trecho entre a Rua da Figueira e General Andréia. No local, conforme registrado em ocorrência, a motocicleta conduzida por Jonathan Luiz Theisen, de 23 anos, transitava pela Avenida Euclides Kliemann, no sentido bairro-centro, quando um Fiesta Sedan, na cor prata, iniciou uma conversão à esquerda saindo da Rua General Andréa para acessar a Avenida em direção ao Centro, colidindo com o jovem que veio a falecer.
Também com o objetivo de eliminar pontos de conflitos no trecho, melhorar o fluxo de veículos e aumentar a segurança de pedestres e condutores a Prefeitura decidiu criar um canteiro que forçaria os veículos a reduzirem a velocidade e os pedestres teriam mais segurança para realizar a travessia. “Além das arriscadas conversões à esquerda, tanto pela Rua General Andréa quanto pela Travessa São Paulo – uma quase de frente para a outra – a dificuldade de travessia dos pedestres que tentam se deslocar ao supermercado reforçou a necessidade das mudanças”, explica o titular da secretaria de Transportes e Serviços Públicos, Alexsander Knak.
A secretaria realizou um estudo de geometria que confirmou a possibilidade de implantação de um canteiro com travessia em forma de ilha. Dessa forma, automaticamente os veículos precisam reduzir a velocidade para passar no trecho que está afunilado. Já a quantidade de veículos trafegando é a mesma, visto que foram retirados os estacionamentos dos dois lados da rua na extensão do canteiro. Este possui 20 metros, sendo 1,5 metros de ilha para o pedestre, o qual tem mais segurança ao atravessar a Avenida. “Agora a pessoa precisará cuidar um lado da rua para atravessar e depois o outro, pois estará segura no meio do canteiro (ilha), sendo que antes ela precisava ter atenção com os dois sentidos ao mesmo tempo”, ressalta Knak.

COMUNIDADE APROVA

As obras duraram cerca de uma semana após serem anunciadas, no dia 28 de maio, e na primeira semana de junho já estavam concluídas. Para a aposentada Eliana de Fátima Silveira, moradora do Bairro Arroio Grande, o canteiro atende às necessidades da região. “São muitas pessoas que transitam por ali diariamente. A obra deu maior visibilidade tanto para o pedestre quanto para o motorista. Força um respeito mútuo”, considera.
O engenheiro de manutenção, Leandro Ferreira, acredita que o fato de os motoristas precisarem reduzir a velocidade ao se aproximar do canteiro, aumentará a segurança para todos os usuários. “A maioria dos motoristas gostava de ‘sentar o pé’ naquela descida. Agora não há mais como fazer isso naquele cruzamento, o que será melhor para todo mundo”, avalia.
A secretaria está adotando o sistema de ruas binárias (ruas paralelas em mão única – uma para cada sentido) como forma de melhorar o fluxo e diminuir filas de veículos. Para minimizar o risco das conversões à esquerda, seja pela Rua General Andréa ou pela Travessa São Paulo, a Rua General Andréa foi transformada em mão única subindo até a Pita Pinheiro, e a Rua da Figueira (paralela) em mão única descendo da Pita Pinheiro até a Avenida Euclides Kliemann. Para isso, o trevo da Pita Pinheiro com a General Andréa também passou por modificações, melhorando a visibilidade.

Everson Boeck

Pedestres e motoristas parecem estar satisfeitos com as inovações no local