Ana Souza
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Cooperativismo é a doutrina que preconiza a colaboração e a associação de pessoas ou grupos com os mesmos interesses, a fim de obter vantagens comuns em suas atividades econômicas (http://pt.wikipedia). Foi através da confraternização de todos os países ligados à Aliança Internacional de Cooperativismo (ACI) que surgiu o Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, desde 1923.
Uma das finalidades deste está no progresso social da cooperação e do auxílio mútuo segundo o qual aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição conseguem, pela soma de esforços, garantir a sobrevivência. Como fato econômico, o cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, obter melhores condições de prazo e preço, edificar instalações de uso comum, enfim, interferir no sistema em vigor à procura de alternativas a seus métodos e soluções. O ano 2012 foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Ano Internacional das Cooperativas.
PRÁTICA ANTIGA
A prática cooperativista existe há mais de dois mil anos (www.paulinas.org.br), mas o cooperativismo organizado como uma doutrina econômica surgiu na Inglaterra, em 1844. Nesse ano, foi fundada a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, por um grupo de tecelões de Manchester, que buscavam uma alternativa econômica para atuarem no mercado, competindo com o capitalismo selvagem que gerava um crescente desemprego desde a Revolução Industrial.
Sua principal finalidade era a pessoa, não o lucro, motivo pelo qual a criação dessa pequena cooperativa mudou os padrões econômicos da época, dando origem ao movimento cooperativista, definido como nova forma de entender o cidadão, o trabalho e o desenvolvimento social.
Visto que, num sistema cooperativista, os ganhos econômicos e financeiros são utilizados em prol do bem comum dos cooperados, a própria entidade se fortalece. A distribuição de renda numa cooperativa é justa, baseada em sólidos princípios democráticos, fato que estimula não só o espírito de solidariedade, como também a autogestão e a auto-educação, indispensáveis ao indivíduo, além de eliminar a competição gananciosa, como a que existe entre trabalhadores de empresas comuns.
Como o cooperativismo é uma proposta social complexa, cada cooperativa deve colaborar com outras, para solucionar problemas comuns. As cooperativas são, na verdade, uma forma civil, isto é, não-trabalhista, conforme define a lei nº. 5.764, de 16/12/1971, e a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): independentemente do ramo de atividade da cooperativa, não se estabelece o vínculo empregatício entre o cooperado e a cooperativa, nem entre o cooperado e o tomador de serviços daquela.
Cooperativismo de Crédito reflete o desenvolvimento sustentável do Sicredi
O 92º Dia Internacional do Cooperativismo será comemorado neste sábado, dia 5 de julho. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) escolheu o tema “Cooperativas conquistam o desenvolvimento sustentável para todos” para celebrar a data, promover a reflexão e demonstrar como as cooperativas são o modelo adequado para desenvolver e construir a sustentabilidade no século 21. As cooperativas estão se consolidado como agentes para o desenvolvimento das comunidades e para um universo cada vez maior de indivíduos.
O Cooperativismo de crédito no Brasil tem como um dos principais representantes o Sistema Sicredi, organizado em 100 cooperativas em 11 Estados brasileiros e 1.270 pontos de atendimento. Referência internacional pelo modelo de atuação em sistema, o Sicredi encerrou 2013 com 2,5 milhões de associados, um volume de ativos de R$ 38,4 bilhões, expansão de 24% em relação a 2012. As sobras geradas no ano tiveram um aumento de 26% sobre 2012, totalizando R$ 846,3 milhões. No primeiro trimestre de 2014, a instituição financeira cooperativa atingiu R$ 40,3 bilhões em ativos, 23 bilhões em operações de crédito e 25,9 bilhões em depósitos.
Regionalmente, a Cooperativa Sicredi Vale do Rio Pardo, com sede em Santa Cruz do Sul, fechou 2013 com 14 pontos de atendimento, 195 colaboradores e 53 mil associados. A Sicredi Vale do Rio Pardo – que no mês de setembro comemora 95 anos de fundação – abrange os municípios de Vera Cruz, Venâncio Aires, Passo do Sobrado, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Rio Pardo, Herveiras, General Câmera e Vale Verde. Para o presidente da cooperativa, Heitor Alvaro Petry, “a filosofia do cooperativismo é o que nos move e fortalece a cada dia o compromisso de desenvolvimento que temos com as comunidades onde estão os nossos associados. A partir de uma história já escrita temos compromisso de continuar a escrever o futuro, visando um modelo de sucesso”.
Dos 13 ramos do cooperativismo brasileiro, o crédito destaca-se no cenário nacional pelo crescimento gradativo do número de associados, de ativos, rede de atendimento e novos produtos, entre outros. Segundo a OCB, o segmento fechou 2013 com 1.255 cooperativas, 6,5 milhões de associados e cerca de 40 mil empregados. Os ativos atingiram R$ 109,2 bilhões e os depósitos R$ 52,7 bilhões.
Fundamentado em princípios como adesão voluntária e livre, gestão democrática, intercooperação e autonomia para a prosperidade conjunta, o cooperativismo é adotado em diversas atividades econômicas – ligadas principalmente a relações de consumo, produção ou de prestação de serviços –, nos segmentos crédito, saúde, educação, habitacional, entre outros. Segundo dados de 2013 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), são 6.603 cooperativas, com mais de 11 milhões de associados e 321 mil empregos diretos. Em todo o País, cerca de 44 milhões de pessoas estão ligadas ao movimento cooperativista.
O modelo de organização das cooperativas está alinhado aos pressupostos de crescimento sustentado, no qual a organização das pessoas é a base do seu desenvolvimento. Dessa maneira, as cooperativas incentivam o empreendedorismo, criam oportunidades de negócio, promovem crescimento de sua atividade, a educação e o fortalecimento de cada região em que estão presentes. Nas cooperativas, além da redução de custos, os associados ganham poder de barganha pela força do grupo que faz com que o produto ou trabalho consiga se inserir de forma competitiva no mercado. O Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu), a partir de informações de suas filiadas, registrou, em 2012, 56 mil cooperativas de crédito em 101 países, nos cinco continentes, totalizando 200 milhões de pessoas. De acordo com dados da ACI, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo estão ligadas ao cooperativismo, direta ou indiretamente, e 100 milhões de empregos são gerados pelas cooperativas e seus processos.
Fonte: Superintendência Regional
Sicredi Vale do Rio Pardo RS – Santa Cruz do Sul
Divulgação/RJ

Dia do Cooperativismo é comemorado neste sábado, dia 5
Tipos de cooperativas
As cooperativas dividem-se em três tipos básicos: as de produção, as de consumo e as de crédito. As de produção agrupam trabalhadores que se associam para produzir bens ou serviços para uso mútuo ou visando ao mercado. De consumo congregam consumidores de qualquer gênero, de forma a obter melhores preços, condições e qualidade de bens e serviços, comprando por atacado ou diretamente do produtor, para uso próprio ou revenda.
E as cooperativas de crédito, comuns na Alemanha do século 19, operavam em conjunto com as de consumo, e atendiam principalmente aos pequenos produtores urbanos e artesãos. Além das naturais formas mistas, um quarto tipo é a cooperativa agrícola, que funde os três tipos anteriores, atuando em todo o universo da atividade econômica vinculada à agricultura: compra de sementes e outros insumos; financiamento da produção; construção de silos e armazéns; plantio e colheita; comercialização, etc.














