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Corede/VRP: Mariza é reeleita presidente

Fotos Luana Ciecelski

Eleição aconteceu na última quarta-feira.
 

LUANA CIECELSKI
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Com unanimidade de votos, foi reeleita como presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) na última quarta-feira, 3 de junho, Mariza Terezinha da Motta Christoff. Junto com ela, assumem a partir da próxima semana, o vice-presidente Heitor Petry, o secretário Armando Mayerhofer, o 2º secretário João Alberto Bernardi, o tesoureiro Vilmar de Oliveira e o 2º tesoureiro Air Teixeira Menezes. A votação aconteceu durante assembleia realizada na Universidade de Santa Cruz do Sul. Estavam presentes representantes dos 23 municípios que compõem o Corede Vale do Rio Pardo.
Esse será o 6º mandato de Mariza a frente do Corede e o 17º de trabalho em prol do conselho. Em sua fala, após eleita, ela explicou que o objetivo era encerrar as atividades nesse ano, no entanto, diante do pedido de vários colegas resolveu se candidatar outra vez, com uma condição: esses serão os últimos dois anos. “Me senti comprometida com a região”, disse. “Mas será o último mandato”, explicou.
Ainda durante seu discurso, Mariza afirmou que continuará trabalhando fortemente pelo Vale do Rio Pardo. “Vamos procurar pautar o nosso trabalho e não ser pautado pelo governo”, declarou. “Podem contar com o meu trabalho”, finalizou.
Na entrevista a seguir, você confere um pouco mais sobre os objetivos do Corede para o próximo Biênio e qual a avaliação da presidente sobre as necessidades da região. Confira:


Mariza: “em época de crise temos que nos dar as mãos porque ninguém se salva sozinho”

Riovale Jornal – Como presidente do Corede, como tu analisa o desenvolvimento da região nos últimos dois anos?
Mariza – Em se falando de desenvolvimento nunca avançamos o necessário, diria que obtivemos alguns avanços em algumas áreas, como foi o caso da saúde, um hospital regional, aumentando as referências na região; na segurança pública, com a aquisição de equipamentos modernos e viaturas novas; investimentos significativos na agricultura; tivemos também a implantação do Parque Tecnológico do Vale do Rio Pardo e no turismo, houve a criação de um inventário turístico. Além, é claro, de tantas outras coisas, é difícil enumerar tudo.

R.J. – Quais as contribuições do Corede nesse período, em que tu inclusive esteve a frente do conselho?
Mariza – Acho que a maior de todas é o sentimento de pertencimento a uma região. Na verdade hoje podemos dizer que existe a consciência de que a região precisa estar unida, e tenho dito que em época de crise temos que nos dar as mãos porque ninguém se salva sozinho. Ou saímos juntos das dificuldades ou ficamos todos.

R.J. –  Quais as principais necessidades que a região tem hoje?
Mariza – São muitas. Na área da Educação, por exemplo, a grande maioria das Escolas necessita de manutenção e de investimentos na capacitação de professores e especialmente o reconhecimento por parte do poder público e da sociedade do papel importante que a educação têm não só para o desenvolvimento da região como do país. Além disso, na infra estrutura, o recapeamento e duplicação da 287, asfaltamento dos acessos aos municípios de Tunas, Lagoa Bonita do Sul e Boqueirão. Outra necessidade nossa é com relação a navegabilidade e reabertura do porto de Rio Pardo, e do aeroporto de Santa Cruz. Faltam também investimentos nos hospitais de referência regional, buscas por novas tecnologias na agricultura que possam facilitar a diversificação e muitas outras coisas.

R.J. – Quais as expectativas para os próximos dois anos? Quais as metas do Corede?
Mariza – Atualmente o grande desafio para todos os Coredes é fechar um acordo com o governo do estado com relação a Consulta Popular; além disso, é necessário fazer a socialização  entre os agricultores da região e os integrantes da Missão à Israel. Também queremos organizar intercâmbios com entidades Israelenses e de outros países ou estados que possam, quem sabe, nos receber ou vir para cá. Outra meta é a revisão do Estatuto que não atende mais as nossas necessidades. Também é necessária e elaboração de um novo Plano Estratégico e fazer uma associação entre todos os movimentos que buscam a melhorias para região.

R.J. – Com relação à Consulta Popular: ela vai acontecer? O Governo do Estado vai dar espaço para que ela aconteça mesmo com as finanças apertadas? Quando deve acontecer?
Mariza – Na verdade não se trata do governo dar espaço, pois a lei assegura esse direito aos COredes e às comunidades, mas trata-se de saber qual o valor que ser´[a disponibilizado, e mais que isso informar aos COREDES quando o governo vai abrir o orçamento de 2015.

R.J. – Com relação à Missão a Israel: como o Corede e os Comudes pretendem aplicar os conhecimentos adquiridos? Isso já foi discutido?
Mariza – Sim. Vamos socializar com agricultores da região tudo aquilo que o grupo conseguiu adquirir como experiência nesta viagem. Isso será feito através de reuniões que serão organizadas nos municípios. Essa já era a nossa proposta desde a concepção do projeto.

R.J. – Para encerrar, na próxima segunda-feira, será feita a entrega de um caminhão ao Corpo de Bombeiros, uma conquista do Corede através da Consulta Popular. Como tu vê essa conquista. O que ela representa?
Mariza – Essa aquisição faz parte de um planejamento regional de aquisição de caminhões modernos de combate ao fogo. Com esse fica faltando apenas Venâncio Aires adquirir o que está previsto para acontecer ainda em 2015.


Todos os presentes na assembleia concordaram com a eleição da chapa

Entrega de caminhão

Na próxima segunda-feira, 8 de junho, às 14 horas, o Corede fará uma entrega de um caminhão ao Corpo de Bombeiros de Santa Cruz do Sul. A doação é uma conquista da Consulta Popular, referente à votação de 2014/2015. A entrega acontecerá no Batalhão do Corpo de Bombeiros, na rua Tenente Coronal Brito, número 3, no Centro de Santa Cruz.