Início Geral Covid-19: há um ano, Santa Cruz decretava calamidade pública

Covid-19: há um ano, Santa Cruz decretava calamidade pública

Ricardo Gais
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Ambulatório de Campanha entrou em funcionamento
no dia 23 de março de 2020. – Foto: Arquivo/Secom

Em 19 de março de 2020, Santa Cruz do Sul registrava os 27 primeiros casos suspeitos do novo coronavírus no Município. Na época, o ex-prefeito Telmo Kirst (IM) decretou calamidade pública como forma de conter a doença surgida na China, e que nos próximos meses se espalharia por todos os continentes, com proporções gigantescas, fazendo vítimas fatais.

Em meio a muitas dúvidas, os empresários santa-cruzenses tiveram que enfrentar uma das medidas mais extremas: o fechamento total dos estabelecimentos comerciais, industriais e demais serviços, durante dez dias. Ainda, houve a suspensão das aulas em todas as instituições educacionais. O decreto que entrou em vigor no dia 23 de março, alinhado com o governo do Estado, apenas permitia o funcionamento de atividades essenciais, com atendimento a portas fechadas, por agendamento, além da redução de funcionários.

Naquele dia 23, também entrava em funcionamento o ambulatório de campanha no Ginásio Poliesportivo, atualmente nomeado de Arnão, no Parque da Oktoberfest, com 50 leitos disponíveis para atender pacientes com sintomas leves do coronavírus. Santa Cruz havia preparado um verdadeiro cenário de guerra para enfrentar o novo vírus, que teria seu primeiro caso oficial confirmado no mês seguinte, 5 de abril, com sua primeira vítima vindo a óbito no dia 11 de maio, uma mulher, de 67 anos, após um surto do vírus registrado em uma clínica geriátrica da cidade. Atualmente, o número de mortes por Covid-19 no Município chegou a triste marca de 124, e outros 12.647 casos foram confirmados.

MUDANÇA NA ROTINA

Durante o período de atividades suspensas, ruas ficaram vazias . – Foto: Rolf Steinhaus

A Covid-19 impactou diretamente em nossas vidas. O uso de máscara passou a ser item obrigatório em todos os locais, nos habituamos a fazer uso do álcool gel e evitar o contato com as pessoas. Muitas delas passaram a trabalhar de casa, no sistema de home-office, e as confraternizações em família e amigos tiveram que esperar, apesar de ao longo deste um ano de pandemia diversas aglomerações e festas clandestinas foram registradas.

O meio digital também passou a ser mais comum para muita gente, com reuniões on-line, aulas virtuais e até entrevistas de emprego pela internet, ou seja, para todo o caos, soluções foram encontradas.

O desemprego de muitos cidadãos também foi registrado, devido às empresas enfrentarem dificuldades financeiras. Para amenizar o impacto na casa desses brasileiros, o Governo Federal pagou o auxílio emergencial para trabalhadores com e sem carteira assinada, autônomos e outros que se encaixavam nos critérios.

A luta para frear a disseminação do vírus ganhou destaque no mês de maio, quando entrou em vigor o sistema de Distanciamento Controlado, criado pelo gabinete de crise do Rio Grande do Sul. O sistema de bandeiras determinaria dali em diante o funcionamento de todas as atividades e seria revisto a cada semana, baseado nos dados hospitalares de cada região.

Em meio a essa mudança brusca em nossas vidas, a esperança e os olhos eram voltados para uma solução: as vacinas contra Covid-19. Mas, não se imaginava quando elas estariam disponíveis para os brasileiros. Após muitos testes de laboratórios, em janeiro deste ano as primeiras pessoas do grupo prioritário começaram a ser vacinadas. Atualmente, em Santa Cruz já são 11.069 pessoas imunizadas com a primeira dose da vacina e 4.385 com a segunda dose necessária. Apesar dos números baixos, a vacina traz alento e esperança para dias melhores e a volta da vida normal a todos.