Divulgação/JP/Nélson Garrido

Mesmo com crescimento econômico, índice de emissão de poluentes parou de crescer
LUANA CIECELSKI
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Os ambientalistas de todo o mundo estão comemorando uma notícia da Agência Internacional de Energia (AIE), publicada na última semana. De acordo com um relatório divulgado, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) do setor de energia pararam de subir em 2014. No entanto, o que mais animou os ativistas ambientais foi que esse resultado se deu em um ano em que a economia cresceu 3%.
Esse dado é considerado um dos dados mais significativos dos últimos 40 anos. Isso porque a estagnação nos índices dessas emissões só haviam acontecido anteriormente, em tempos de crise econômica – nos anos de 1980, 1992 e 2009.
Segundo nota divulgada pelo economista-chefe da AIE, Fatih Birol, a paralisação do crescimento das emissões está muito ligada a padrões ecológicos de consumo de energia na China, o maior país emissor de carbono. “Na China, 2014 viu uma maior geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, como energia hidráulica, solar e eólica, e menos queima de carvão”, afirmou.
Para o biólogo e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul, Jair Putzke, essa diminuição com certeza também se deve a uma maior conscientização da população. “As pessoas que já estão se comportando diferentemente, é uma nova geração que já está agindo”, afirmou. Outro papel fundamental é o dos professores que trabalham desde cedo com os jovens nas escolas. “Existe relação direta com o comportamento, fruto dos trabalhos independentes dos professores que trabalham Educação Ambiental por conta própria e preparam os jovens desde a Eco Rio 1992. O jovem da época é quem está assumindo na atualidade em todas as áreas e fazendo a diferença”.
Porém, Putzke também lembra que o trabalho não deve parar. “O meio ambiente nunca mais será o mesmo e as emissões no planeta inteiro estão diminuindo por esta força verde que está aí. O crescimento a qualquer custo já é parte do passado, mas ainda tem-se muita coisa por fazer. Infelizmente muitos associam as diminuições ao pífio crescimento da economia e se esquecem que cada um já está fazendo sua parte, desde que tenham passado por bons professores que trabalharam o tema. Com o aumento da sensibilização de nossos jovens é obvio que os números continuarão caindo, mas é um trabalho eterno tanto da escola, como dos meios de comunicação e das famílias”, advertiu.
A AIE começou a coletar dados sobre as emissões de dióxido de carbono em 1971 e atualmente tem como foco o aconselhamento dos governos de países desenvolvidos. Ainda de acordo com o comunicado a agência dará mais detalhes sobre os dados em um relatório sobre energia e clima que será lançado em 15 de junho, em Londres.
(Com informações: Revista Veja)














