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Espaço completo e grandes exposições

Jéssica Ferreira
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Foi dada a largada ao projeto de restauração de um dos prédios mais importantes da arquitetura gaúcha, localizado entre a Avenida Júlio de Castilhos e a Rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro de Santa Cruz do Sul. Após aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), a Casa das Artes Regina Simonis (1922) passará por um completo restauro interno e externo, e seu uso será readequado.  
A ideia é transformar o prédio em um espaço cultural que componha exposições, café e um auditório com capacidade de 90 pessoas. O projeto havia sido elaborado desde 2012 por uma equipe de arquitetos e engenheiros, sendo nele prevista a derrubada de algumas paredes no segundo andar para a instalação do auditório. Por fora, o prédio será pintado com suas cores originais em tons de marfim e ocre. Segundo o presidente do Pró-Cultura, Bruno Cesar Faller, a estimativa do trabalho será de aproximadamente três anos. Outra inovação será o elevador, que oferecerá comodidade aos usuários.
“Estamos habilitados plenamente para iniciar o projeto de captação de recursos para começar o projeto de restauração. O investimento para esta primeira etapa gira em torno de R$ 3 milhões, e em seguida teremos outras etapas, mas o objetivo principal no momento é trabalhar em cima desta captação para dar início à restauração e readequação da Casa das Artes”, ressalta Faller.
A restauração preservará traços originais, ao mesmo tempo em que trará tecnologia e conforto. Além de ser um símbolo da arquitetura gaúcha, o prédio é um dos mais importantes da cidade, sendo ele uma das construções mais antigas do município. O objetivo da restauração, além de obter um espaço cultural em nível maior, isto é, abrir espaço para maiores exposições, é torná-lo um monumento cultural à altura da cidade de Santa Cruz do Sul. 
“Nosso foco agora é trabalhar com ênfase no projeto. Todas as janelas serão retiradas e restauradas, por exemplo, para que durem muitos outros anos. Queremos chegar ao centenário da Casa com sua readequação concluída para que futuramente se comemore mais 50 anos de existência”, finaliza Faller. 

Jéssica Ferreira

Presidente do Pró-Cultura, Bruno Cesar Faller: “Nosso foco agora é trabalhar com ênfase no projeto”

 

Prédio histórico

O prédio histórico localizado no Centro da cidade teve sua construção iniciada em meados de 1920, sendo concluído em 1922, quando passou a abrigar a filial do Banco Pelotense. Com a falência da instituição, em 1931, o local foi ocupado pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul e, mais tarde, pela Exatoria Estadual. Em 1994, foi tombado pelo Governo do Estado e cedido para a Associação Pró-Cultura. É considerado um dos mais expressivos exemplos da arquitetura eclética no Rio Grande do Sul.