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Espiritismo XVIII

A visão do Espírito reside em todo ele e não apenas nos olhos como sucede como os encarnados. Os Espíritos vêem as coisas mais distintamente que os encarnados e percebe os sons que os encarnados não ouvem.
Todas as percepções (ver, ouvir, etc) são atributos inerentes ao ser do Espírito. Na matéria, elas só chegam a ele pelo conduto dos órgãos.
Os Espíritos conhecem as necessidades físicas e sofrimentos, porque os sofreram, mas não os sofrem materialmente mais pois são Espíritos.
Quanto mais superiores forem os Espíritos, menos precisarão de repouso. Somente os inferiores sentem fadiga e necessidade de repouso.
Os sofrimentos dos Espíritos são de ordem moral, mas os inferiores, quando recordam do corpo material que tinham, sentem impressões da vida material, tais como frio, calor, dores, etc.
O perispírito, que é o laço que prende o Espírito ao corpo que prende o Espírito ao corpo, é a quintessência da matéria e é o agente das sensações exteriores que são canalizadas para os órgãos do corpo.
Por ocasião da morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo e portanto, durante os primeiros minutos após sua desencarnação, o Espírito não consegue  entender a sua nova situação. Crê estar vivo, pois continua tal qual era em sua vida e vê seu corpo material, sentindo que lhe pertence, mas não entende como está separado dele. Esta situação dura enquanto o perispirito estiver em algum ponto de contato com o corpo físico.
Os suicidas sentem durante muito tempo todas as sensações desagradáveis derivadas da decomposição cadavérica e faina dos vermes, porque o seu perispírito custa a desligar-se do corpo material (isto somente ocorre, geralmente após a total desagregação molecular do cadáver). É o “castigo” pela violação das leis da Vida, que determinam que nenhum ser vivo pode deliberadamente fugir a luta contra as eventuais dificuldades que surgirem em seu caminho.
(continua)

Odilon S. Blank