Início Saúde Estoque de vacinas está próximo de acabar

Estoque de vacinas está próximo de acabar

O Cemai que fica na Rua Ernesto Alves, 128, é o único local que ainda dispõe das doses

Rosibel Fagundes
[email protected]

Ainda dá tempo de se imunizar contra a gripe. A previsão é de que as 300 doses disponíveis no Centro Materno Infantil (Cemai) durem até sábado. A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza em Santa Cruz do Sul teve início no dia 10 de abril para grupos prioritários e liberada para o público em geral no último dia 3 de junho, não atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Saúde de 90% de imunizações dos grupos de risco. 
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações, enfermeira Lizete Plotzki de Pires, até a tarde desta quinta-feira, 13, Santa Cruz havia registrado apenas 81,88% do público alvo imunizado, o que representa 38,1 mil pessoas vacinadas. Segundo a coordenadora não haverá reposição de novas doses.  “Apenas as doses referentes a 2ª aplicação da vacina para crianças estão garantidas. Elas precisam retornar aos postos de referência após um período de 30 dias de aplicação da 1ª dose.  A expectativa é de que 1,3 mil crianças retornem às unidades de saúde”. 
Nos últimos dias, um novo caso de gripe A foi confirmado em Santa Cruz do Sul. Trata-se de um idoso que não estava vacinado. Ele já teve alta médica. O Laboratório Central do Estado (Lacen) não conseguiu identificar o subtipo do vírus contraído por ele. Além do idoso, um homem de 38 anos e duas crianças uma de 1 ano e 3 meses e outra de 3 anos também contraíram a doença. A coordenadora reforça a importância de se proteger e afirma, “um dos mitos mais comuns é o de que a vacina contra a gripe transmite a doença, essa informação é falsa. A vacina contra gripe é totalmente segura e, é feita de vírus inativado e fracionado que não tem capacidade de gerar doenças nas pessoas. Estas pessoas que contraíram a doença não estavam vacinadas o que mostra o quanto a vacina é eficiente”, advertiu a coordenadora.  Ainda conforme ela é preciso ter atenção e conhecimento para identificar a doença, principalmente em idosos, gestantes e crianças. “Os sintomas do H1N1 são similares aos sintomas de uma gripe comum. Eles incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Todas as pessoas que apresentam os sintomas da gripe e procuram atendimento na rede de saúde pública estão recebendo uma atenção especial. Ao classificarmos estes sintomas, que chamamos de síndrome gripal, a pessoa logo é encaminhada para tratamento com Tamiflu ou outro antiviral que irá reduzir a proliferação dos vírus da gripe e influenza. Em casos de pacientes que estão com a doença, o vírus evolui rapidamente e passa para um quadro de síndrome respiratória aguda grave, onde a pessoa passa a ter dor no peito, falta de ar e logo é internada. Em algumas situações a pessoa precisa ainda ser ntubada”, afirmou Lizete Plotzki de Pires.   
Segundo dados da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, a vacinação na região também não atingiu a meta e a cobertura vacinal ficou em 80,35%. Somente os municípios de Gramado Xavier e Mato Leitão vacinaram 90% do público-alvo. Entre os grupos prioritários da região que apresentaram uma melhor cobertura vacinal estão o de professores com 104%, idosos com 89,91% e puérperas com 89,64%. Os que tiveram menor procura foram os grupos de doentes crônicos 70%, gestantes e profissionais da saúde 74% e crianças 75%. Até o momento, foram imunizadas 110.221 mil pessoas que correspondem aos grupos prioritários e público geral.  De acordo com uma das coordenadoras do setor de imunização da 13ª CRS, Jaqueline Thier Muller a informação do Ministério da Saúde é de que não serão disponibilizadas mais doses para a vacinação. A região já contabiliza neste ano cinco casos de gripe A confirmados, quatro deles em Santa Cruz e um em Venâncio Aires. Em todas as situações os pacientes receberam o tratamento e após foram liberados.