LUANA CIECELSKI
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“A chuva só não pode voltar a engrossar”, a frase é do comandante da Guarda Civil de Santa Cruz do Sul, tenente coronel José Joaquim Barbosa e serve para explicar a situação da cidade em relação ao clima. Desde a noite do último domingo, quando um forte temporal atingiu a cidade já foram mais de 180 milímetros de chuva registrados. Felizmente, até o fechamento dessa edição, não havia nenhuma área de alagamento justamente porque durante o dia de ontem, a chuva se manteve contínua, mas fraca.

Ainda de acordo com Barbosa, essa chuva mais fraca permitiu que as águas do Rio Pardinho e de arroios que cortam a cidade, como o Arroio das Pedras e o Arroio Levis Pedroso, se mantivessem com uma vazão e estáveis. Isso não significa, no entanto, que o clima não tenha causado preocupações.
Antes dessa estabilidade se instalar, na última segunda-feira, 17 de outubro, a chuva forte fez com que o Arroio Levis Pedroso saísse de seu leito e inundasse diversos pátios e também algumas residências no bairro Rauber. De acordo com a Defesa Civil, cerca de três famílias tiveram que sair de suas casas, mas na tarde de ontem todas já haviam retornado para seus lares.
A situação também foi bastante preocupante no bairro Várzea na madrugada dessa terça-feira, 18. Entre a meia-noite até por volta de 2 horas, as imediações da localidade conhecida como Praia dos Folgados e a rua Irmão Emílio foram inundadas. Nesse horário, o Rio Pardinho chegou a atingir 7.38 metros acima de seu nível normal. A água não chegou a invadir residências e ninguém precisou sair de casa, porém isso só aconteceu porque a partir das 2 horas a intensidade da chuva diminuiu e o rio começou a recuar aos poucos.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, entre domingo e segunda, foram registrado 70 milímetros de chuva e entre segunda e a manhã de ontem, mais 110 milímetros. Na tarde de ontem, o Rio Pardinho permanecia 6.88 metros acima do nível, porém recuando. Segundo Barbosa, a expectativa era de que essa situação se mantivesse.
Ainda assim, as famílias devem permanecer alertas, especialmente nos bairros Várzea e Rauber. A previsão do tempo para essa quarta-feira, de acordo com o site Climatempo, ainda é de chuva e o tempo só deve melhorar depois de quinta-feira.
Pelo interior
Não foi só a cidade que foi atingida pelas fortes chuvas nos últimos dias. No interior, diversas localidades também sofreram prejuízos. Um delas foi a Linha Júlio de Castilhos onde o nível do Arroio Castelhaninho subiu e levou com sua correnteza uma estrutura de concreto armado, recém construída. Essa ponte estava substituindo uma ponte mais antiga, de madeira, que estava interditada para a passagem de veículos com mais de seis toneladas e que seria desmanchada em breve. O desmanche, porém, não será mais necessário, a ponte de madeira também foi levada pela força da água.

Agora, para chegar até a vila, os moradores de Linha Júlio de Castilhos precisarão percorrer cerca de 8 quilômetros, por Picada da Mula e Vitorino Monteiro ou desviar por Linha Monte Alverne – Linha General Osório.
Residências atingidas: 1.308
Famílias desalojadas: 149
Famílias desabrigadas: 104














