Jéssica Ferreira
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O Dia do Escoteiro é comemorado em todo o mundo no dia 23 de abril. Em Santa Cruz do Sul, o grupo de escotismo conta com 70 jovens de 7 a 21 anos de idade, além de adultos e demais voluntários distribuídos em dois grupos, somando aproximadamente 160 escoteiros. A missão do escotismo é contribuir para a educação do jovem, baseado em sistema de valores focados na Promessa e na Lei Escoteira, ajudando a construir um mundo melhor, onde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade.
Para alcançar os preceitos desta missão, o Grupo Escoteiro Santa Cruz (Gesc) desenvolve atividades em sua comunidade, através de alguns projetos como Projeto Semear, cujo propósito é a produção de 2 mil mudas de árvores nativas para doação, e plantio na região de Santa Cruz do Sul. Existe também o Projeto Adote uma Árvore em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul visando à arborização dos passeios públicos. Além do Projeto Doe seu Celular, com recolhimento de aparelhos estragados, ou sem uso para destinação correta, evitando a poluição do meio ambiente.
No ano passado, o Grupo Escoteiro Santa Cruz, a partir de uma iniciativa de sua Alcateia realizou o projeto “Lenço Solidário”, que tinha como objetivo arrecadar lenços para pessoas portadoras de câncer. O resultado foi a arrecadação de 1 mil lenços, que foram doados para a Aapecan, Aapot, Hospital Ana Nery e Oncotrata de Porto Alegre. O grupo participa ainda da Campanha do Agasalho, e demais campanhas idealizadas pelos órgãos públicos e outras entidades.
Em comemoração à data, foi realizada na noite desta última quinta-feira, 23, a cerimônia “Fogo de Conselho”, a qual contou com apresentações preparadas pelos jovens, com o tema definido sobre a “História do Escotismo”. Sendo o ponto alto do evento, a participação da comunidade girou em torno de 120 pessoas na sede do Gesc.
Segundo a presidente do grupo em Santa Cruz do Sul, Michele Josiane Muller, a importância em atingir os objetivos no grupo é fundamental para a formação dos jovens na sociedade. “Esperamos que cada vez mais tenhamos pessoas buscando preparar melhor nossos jovens, para que no futuro tenhamos líderes retos de caráter e comprometidos com o bem-estar da comunidade em que vivem”, ressalta. Além disso, o foco é estar sempre alerta e servir o melhor possível. “Conforme a mensagem do nosso fundador, vamos todos juntos buscar deixar o mundo um pouco melhor do que encontramos”, finaliza Michele.
Divulgação/RJ
Na noite de comemoração, jovens escoteiros contaram a história do Escotismo na cerimônia “Fogo de Conselho”
Fundação do Grupo Gesc
Fundado em 15 de março de 1986, o grupo de escoteiros teve por fundadores o chefe de grupo Renato Maria Beck, os veteranos Marcelo Maciel – promissado de Santa Catarina – e Roberto Borges – transferido de Santa Maria -, além do noviço Luciano Pedroso. A sede foi sempre uma preocupação. Inicialmente dentro do Parque da Oktoberfest e há 15 anos na atual sede (Rua Oscar Jost, 1551, Centro).
Muitos jovens, muitos adultos voluntários fizeram a história do Gesc, cada um destes tem guardado as lembranças inesquecíveis dos acampamentos, dificuldades, encontros e oportunidades desta vivência saudável ao ar livre. Desde o ano de sua fundação, o grupo desenvolveu diversas atividades e projetos, até mesmo internacionais. O Gesc conta hoje com os quatro ramos: Lobinho com 24 jovens e 6 chefes, Escoteiro com 19 jovens e 3 chefes, Sênior com 6 jovens e 2 chefes e Pioneiro com 3 jovens e 2 chefes.
Lenço
Durante as comemorações dos 25 anos do Gesc, em 2011, uma das questões levantadas era a história do lenço. Foi em conversa com os fundadores que eles contaram sobre a importância da cultura do tabaco na década de 70 até 90 na economia do município, que até hoje ainda depende muito desta renda. A cor do lenço era um pouco mais escura do que ele é hoje e era a cor de uma folha de fumo seca. Porém, a borda verde representa a parte mais interessante da história, isto é, no final da década de 80, o assunto natureza começava a tomar proporções significativas e no município se discutia o “Cinturão Verde” — uma área de preservação ambiental que cerca toda nossa cidade. Por isso, assim o lenço ganhou um contorno verde, representando a área de proteção ambiental.














