Jéssica Ferreira
Educação é prioridade para o Governo do Estado e é vista como o foco para a gestão 2015-2018, e em cima disso iniciaram os trabalhos das Coordenadorias Regionais. Em entrevista ao Riovale Jornal, o novo coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura, indicado pelo secretário estadual Vieira da Cunha, conta sobre seu perfil em relação à área da educação e seus objetivos de trabalho para esta gestão.
Riovale Jornal – Quais são os motivos que o senhor considera que proporcionaram sua indicação ao cargo?
Luiz Ricardo Pinho de Moura – Sem sombra de dúvidas, acredito que inicialmente pela minha qualificação e meu currículo dentro da área educacional. Trago uma experiência vinda de cinco gestões à frente na direção de uma escola do estado, considerada uma das maiores do município de Pantano Grande e até mesmo por ter obtido experiência em ser secretário municipal de Educação de Pantano Grande. E por fim, acredito que minha formação também dentro das licenciaturas e especializações na área da educação.
RJ – Qual sua experiência na área da educação e quanto ela pode ajudar nesse novo cargo?
Luiz Moura – Vejo que todo o coordenador deve vir dentro do meio educacional, ou seja, acredito que para gerenciar as questões das escolas e do dia-a-dia pesa muito e requer conhecimentos à parte. Defendo que essa formação deve ser muito ligada às questões pedagógicas e também administrativas do mundo educacional, e isso meu currículo com certeza tem de sobra. Afinal, me considero um eterno apaixonado por essa área.
RJ – Quais seus objetivos como coordenador regional de Educação?
Luiz Moura – Juntamente com a coordenadora adjunta Janaína Venzon, temos objetivos de iniciar trocas de ideias, buscando orientações da própria Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Porém, o nosso objetivo de primeiro momento é fazer um amplo diagnóstico da situação que estamos encontrando tanto na área administrativa como na área pedagógica. Dando atenção aos diferentes segmentos da comunidade escolar, ouvindo principalmente as equipes diretivas de cada escola para que possamos de fato colocar metas nessas áreas, para que todos nós passamos fazer uma educação de muito sucesso dentro das escolas que abrangem a 6ª Coordenadoria. Claro que não podemos deixar de frisar que o governo apresentou algumas metas, e dentro delas a principal é a escola de educação de tempo integral. Se a comunidade escolar entender por bem isso, se ela tiver infraestrutura e vermos que aquela comunidade necessita, será uma forte candidata para escola de tempo integral para os próximos anos.
Atendendo também a uma questão apresentada, é em relação às diretrizes curriculares de cada comunidade escolar, ou seja, respeitando a proposta pedagógica de cada escola, mas ter diretrizes em comum, pelo menos o mínimo possível. Enfim, conforme as características de cada escola, que o aluno não saia prejudicado, caso haja transferências.
RJ – Qual o ponto mais crítico hoje em termos de educação na região? Há alguma solução prevista?
Luiz Moura – Acredito que no decorrer dos próximos dias vamos poder nos aprimorar mais a fundo em relação à situação que esteve mais emergencial, ou melhor, a questão de estrutura física (exemplo: Escola José Mânica de Santa Cruz do Sul). Já apresentamos um dossiê para o senhor secretário que imediatamente no mesmo momento em que recebeu já pediu prioridade e urgência para o setor responsável. E no que se diz respeito aos recursos humanos, vamos ter uma visão maior quando se der o término de todas as datas de matrículas. Porém, estamos trabalhando desde já para que todas as escolas possam iniciar um ano letivo muito tranquilo para todos.
RJ – Como o senhor espera que vai ser a relação da 6ª CRE e do Governo do Estado com o Cpers/Sindicato?
Luiz Moura – Uma relação muito tranquila, e digo isso de carteirinha sobre mim e a coordenadora adjunta, pois sabemos o que são nossas lutas sindicais e o que é estar à frente de uma coordenadoria. E como o próprio secretario já colocava em suas palavras que não é este governo, são governos anteriores que têm uma dívida muito grande com os outros professores. Mas gradativamente a gente vai construindo algumas saídas, e a nossa relação com certeza vai ser de muito respeito, diálogo, abertura e construção, porque precisamos muito do Cpers, e o mesmo precisa muito de nós para que possamos ter uma educação de qualidade e professores bem pagos.
Jéssica Ferreira

“Fazer um amplo diagnóstico”














