Início Geral Manifestos acontecem neste domingo

Manifestos acontecem neste domingo

Arquivo/Jéssica Ferreira

Grupo vai pedir fim da impunidade, reforma política e o Impeachment de Dilma Rousseff

LUANA CIECELSKI
[email protected]

Às 16 horas de amanhã, 12 de abril, está marcado para acontecer em Santa Cruz do Sul, assim como em todo o Brasil, a segunda onda de protestos denominada “Basta de Impunidade”. Organizada nacionalmente através da rede social Facebook, o objetivo das manifestações é pedir uma grande reforma política e também o Impeachment da presidente Dilma Rousseff. No evento criado para a manifestação da cidade, cerca de 1,3 mil pessoas já haviam confirmado presença e outras 9,4 mil haviam sido convidadas na tarde de ontem, 10.
Para a segunda edição dos protestos, os organizadores não se contentaram com a divulgação apenas através das redes sociais. Durante toda a última semana, grupos trabalharam na distribuição de panfletos nas escolas, na universidade, no Centro e também através de carros de som que estão circulando pelos bairros. O objetivo é uma adesão ainda maior por parte da população.
De acordo com um dos organizadores, Lucas Rubinger, apesar de o evento do dia 12 de abril estar com apenas 1,3 mil confirmados, o evento do dia 15 de março, quando aconteceu a primeira onda de protestos também foi atualizado nas últimas semanas e lá são mais de 6 mil confirmados, mais ou menos o número de participantes da edição de março. “Nosso desejo é ter a adesão de mais participantes, mas se tivermos o mesmo grupo já estaremos satisfeitos”, explicou Lucas.
A expectativa, de acordo com o empresário Jorge Buuron, é de que a presidente Dilma saia imediatamente do governo. “Não existe mais nenhuma condição de governabilidade”, disse ele. Os protestos de Santa Cruz acompanham as demandas de grandes movimentos brasileiros como o Vem Pra Rua (VPR) e o Movimento Brasil Livre (MBL).

Protestos na praça e caminhada

A segunda onda de protestos em Santa Cruz do Sul vai acontecer da mesma forma que a primeira. A concentração será feita na Praça da Bandeira, por volta das 16 horas e em seguida o grupo sairá em caminhada pelas ruas centrais no mesmo trajeto realizado no dia 15 de março: o grupo sairá da Praça da Bandeira, seguirá pela rua 7 de Setembro e depois pela rua Marechal Deodoro até a rua Ramiro Barcelos, contornando a Praça Getúlio Vargas e por fim, seguindo pela rua Marechal Floriano de volta para a Praça da Bandeira.
Lucas explica que no início e no fim da manifestação será cantado o hino nacional, e que depois da caminhada serão realizadas atividades com microfone em frente à sede da Prefeitura Municipal de Santa Cruz, onde as pessoas terão direito a manifestar suas opiniões. Lucas afirma também que as pessoas estão livres para levarem cartazes e que todas devem ir vestidas de verde ou amarelo – as cores da bandeira do Brasil.
Por outro lado, não será permitido bandeiras e camisas de partidos políticos e vandalismos de qualquer tipo serão imediatamente denunciados à Brigada Militar ou à Guarda Municipal que estarão acompanhando, assim como backblocs. A previsão de término de toda a manifestação é para as 19 horas.

Objetivos da manifestação

1. Impeachment já! – O grupo defende que a reforma política no Brasil começa com a saída de Dilma Rousseff;
2. Redução do número de ministros pela metade – defende que o exemplo de austeridade deve vir do alto escalão da república;
3. Fim da fraude orçamentária – defende que a lei de responsabilidade fiscal precisa ser levada a sério para que o Brasil volte a crescer;
4. Saída de Dias Toffoli [ministro do STF e presidente do TSE] do colegiado julgador da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) – defende que não podemos ignorar seu histórico de parcialidade e adesão ao projeto político do Partido do Trabalhadores (PT);
5. CPI do Programa Mais Médicos – defende que o “escandaloso esquema de financiamento da ditadura cubana com dinheiro dos nossos impostos” deve ser investigado;
6. CPI do BNDES – defende a abertura da caixa preta dos empréstimos concedidos pela instituição ao longo da última década;
7. Ajuste fiscal sem aumento de impostos – defende que o Brasil precisa de cortes orçamentários responsáveis e enxugamento da máquina pública;
8. Repúdio ao foro de São Paulo – defende que é inaceitável a cooperação de partidos políticos brasileiros com organizações terroristas (Farc) e governos ditatoriais (como Cuba e Venezuela);
9. Concessão de asilo político a Leopoldo Lópes – defende que o governo brasileiro deve repudiar oficialmente a violência do governo venezuelano contra seu povo;
10. Fim das verbas de publicidade estatal – defende que deve ser dado um fim a essas verbas por serem elas um instrumento de cooptação e censura à imprensa livre e independente.