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Mapa da Cidade: Cadastradores já trabalham nos bairros

LUANA CIECELSKI
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A Prefeitura de Santa Cruz do Sul deu início nessa semana à terceira e uma das mais importantes etapas do programa Mapa da Cidade. Na última terça-feira, 4 de julho, os cadastradores contratados pelo município começaram a circular pelos bairros da cidade. O pontapé inicial foi dado no cruzamento entre as ruas Presidente Afonso Pena e Presidente Epitácio Pessoa, no bairro Goiás. De lá para cá, 3% da área havia sido mapeada. 

Devidamente identificados, com crachás contendo seus nomes e a logomarca do município, além de coletes na cor azul, os 10 cadastradores iniciaram o processo que deve seguir pelos próximos 10 meses e que trará a maior parte das informações atualizadas para o programa: medidas e tipologias de terrenos, casas, calçadas e vias, contagem de árvores, postes e lixeiras, além de registros de tipo de pavimento das ruas, cadastro imobiliário e de atividades comerciais exercidas. 

De casa em casa eles fazem o seguinte processo: primeiro uma pré-coletagem de informações com base no visual externo da casa e da rua e em seguida a abordagem direta ao morador. Nesse segundo momento eles pedem algumas informações como e-mail, telefone e documentos, como RG e CPF, além do comprovante de titularidade do imóvel (matrícula/transcrição, escritura pública, contrato de compra e venda, ou outro documento de posse) – se esse for o caso. O cadastrador vai copiá-los digitalmente e repassá-los ao sistema do Município por meio de um aplicativo instalado em aparelhos smartphone. Todo o processo deve levar em torno de cinco minutos. 

Cadastradores abordaram os primeiros moradores na manhã de terça-feira

O cadastramento está acontecendo de segundas a sextas-feiras, nos turnos da manhã e da tarde – só não acontecerá em caso de chuva forte. Se os cadastradores não encontrarem ninguém na residência, uma notificação por escrito será deixada no imóvel, avisando que ele esteve ali. O papel também informará o morador que o cadastrador passará novamente no local em uma nova data no turno inverso ao da primeira visita. Serão feitas até três visitas à mesma residência. Se em nenhuma das situações for encontrado algum morador, o cadastro será feito apenas com base na identificação visual externa e no que a prefeitura já tiver de informações.

O coordenador do processo de recadastramento, Marcelo Azeredo Gaedke, que participou do lançamento da terceira etapa na manhã de terça-feira, ressaltou que todo o processo é muito importante para o município, mas também para a comunidade. “As informações que a Prefeitura tem atualmente são das décadas de 70 e 80 e era de extrema necessidade fazer uma atualização dessa planta cadastral”, contou. “Isso vai possibilitar uma organização territorial melhor, a Prefeitura também vai ter acesso a informações importantes a respeito da estrutura das vias da cidade, vai saber o que precisa melhorar, e vai ter um panorama atualizado dos cadastros referentes ao IPTU”, explicou. 

Quem também esteve presente no lançamento foi o consultor do projeto, o engenheiro, mestre em cadastro e gestão territorial e professor na Escola de Gestão Pública da Famurs, Luiz Fernando Chulipa Möller. Na oportunidade ele auxiliou os castradores a realizar os primeiros cadastramentos, apontando para eles características das residências e ensinando a fazer observações que podem ser importantes durante o processo. “O número da casa, por exemplo, está diretamente relacionado à distância que a casa está do início da rua. Se o número de uma residência é 503, significa que ela está a 503 metros do início dessa rua”, explicou. 

Möller também apontou a importância do trabalho de cadastramento para a organização urbana. “Em todas as cidades, com o passar dos anos e com o crescimento, é comum que ruas sejam chamadas de travessas, avenidas de rua, e assim por diante. Esse cadastramento, entre outras coisas, vai possibilitar uma organização melhor das vias. E todos precisam de endereços. Não apenas os carteiros. Se eles estiverem bem claros e forem fáceis de achar, melhor”, apontou. 

De acordo com Marcelo, o trabalho no bairro Goiás deve durar alguns dias e em seguida começa a se expandir para outros bairros, os próximos possivelmente serão os bairros Avenida e Várzea seguido pelo bairro Independência, no sentido Centro – Unisc. Mais informações no site www.santacruz.rs.gov.br/mapadacidade. 

Os cadastradores

De acordo com Marcelo Gaedke, além de estarem identificados com crachás e uniformes, todos os cadastradores são jovens com idade entre 20 e 25 anos, o que pode ajudar na hora de identifica-los. Além disso, todos são estudantes de arquitetura, engenharia ou geografia (da Unisc e de outras universidades), de forma que possuem algum conhecimento nas questões com as quais terão que trabalhar – como a de estrutura das residências, e todos receberam treinamento para saber identificar padrões residenciais, idade aparente das pessoas, e também para saber abordar a comunidade da melhor forma possível ao chegar nas casas. 

 


 

As fases do programa

1ª fase: um avião vai sobrevoar a cidade para realizar um levantamento fotográfico de alta resolução
2ª fase: um veículo, devidamente equipado, vai percorrer as ruas do município para fazer o mapeamento fotográfico
3ª fase: cadastradores, com colete e crachá, vão chegar na sua casa ou empresa para atualizar as informações
4ª fase: esses dados vão ser reunidos em um único sistema e estarão à disposição da comunidade.