
Fotos: Fabrício Goulart
Fabrício Goulart
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O projeto do Mercado Público de Santa Cruz do Sul, que utilizaria estruturas de uma antiga edificação na região central, deve ter um novo destino. O governo municipal avalia substituir a proposta original por uma praça de alimentação com conceito aberto. A ideia surgiu após serem constatados problemas estruturais no prédio localizado entre as ruas Galvão Costa e Tiradentes e que já havia passado por um início de revitalização.
O prefeito Sérgio Moraes (PL) lembra que a empresa responsável pela obra havia abandonado o projeto, mas a atual gestão pretendia seguir com a proposta. Contudo, após novas avaliações técnicas, a Prefeitura identificou indícios de comprometimento na estrutura existente. A equipe de engenharia realiza uma análise aprofundada para verificar as condições do prédio. Caso a condenação estrutural seja confirmada, a construção deverá ser demolida. “Não tem como colocar um telhado sobre uma parede que não vai suportar. Se realmente for condenada, terá que ser derrubada”, explica Moraes.
O chefe do Executivo Municipal destaca que uma nova proposta já foi elaborado e pretende reunir restaurantes, lojas e espaço de convivência. A ideia prevê uma estrutura totalmente aberta, semelhante a um parque urbano, destinada ao lazer e à gastronomia. “O projeto é muito bonito. Não seria um mercado público, mas uma praça de alimentação aberta, com restaurantes e lojinhas”, comenta. O novo espaço acompanharia também as intervenções já realizadas na quadra, que conta com o Coworking Cultural, Biblioteca Pública Municipal Professora Elisa Gil Borowski e Praça da Cultura José Paulo Rauber Filho.

Relembre
O projeto do Mercado Público Gastronômico e Cultural começou a sair do papel em 2023, com investimento previsto de cerca de R$ 2,7 milhões e prazo inicial de 16 meses para conclusão. A proposta previa transformar o terreno, que tem saída para duas vias, em um complexo voltado à cultura, gastronomia e economia criativa. A ideia era reunir bancas para comercialização de produtos, praça de alimentação, espaço para artesanato e exposições.
A ocupação dos espaços seria feita por meio de edital de chamamento público, com gestão compartilhada entre os futuros permissionários. A obra, no entanto, foi interrompida após a rescisão do contrato com a Efeito Comércio e Construções, de Sapiranga, que, segundo a Prefeitura, teria abandonado os trabalhos. Em outubro de 2024, o Executivo informou que cerca de 27% do empreendimento havia sido executado e anunciou a preparação de uma nova licitação para concluir o projeto.













