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Muay Thai: Rafael de Oliveira, um dos melhores do mundo

Arquivo pessoal

Lutador em um de seus treinos na Tailândia: atleta foi vice-campeão mundial na Ásia

Nelson Treglia
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Em março, o Muay Thai de Santa Cruz do Sul, mais uma vez, entrou em evidência no cenário internacional. O atleta Rafael de Oliveira, 29 anos, conquistou o vice-campeonato mundial na categoria até 86kg, classe Pro-Am. Este resultado excepcional aconteceu na Tailândia, onde, posteriormente, Rafael permaneceu para treinamentos. O retorno dele a Santa Cruz ocorreu há pouco tempo, no início de maio. Quem conversa com o lutador, logo percebe sua dedicação ao esporte.
Desde os tempos em que era militar, o lutador que integra a Academia Big Fighters tem se dedicado à prática esportiva. Primeiro, eram competições de orientação e rústicas, típicas do Exército. Aos 21 anos, para obter maior condicionamento físico, Rafael de Oliveira aderiu ao Muay Thai. Segundo ele, as lutas proporcionam um melhor preparo, benéfico para a saúde. “Desde lá, não parei mais. É uma atividade muito intensa”, explica.
Rafael foi convidado por Maurício Big Castilho para integrar a Big Fighters. De 2012 para cá, são dois títulos estaduais, dois brasileiros e o vice mundial na Tailândia.  Além da intensidade das lutas, o atleta possui uma vida em que dedica ainda mais empenho ao esporte. Ele trabalha na gerência da Academia Big Fighters, realizando uma atividade administrativa. Musculação, natação e corridas também fazem parte da rotina do lutador. Sempre que pode, participa de rústicas. Além disso, dá aulas de luta na academia.
E, claro, Rafael de Oliveira precisa fazer seus próprios treinos de Muay Thai. No mês prévio a uma competição, eles acontecem de segunda a sábado. No pós-competição há uma diminuição do ritmo, com trabalhos de três a quatro vezes por semana. O treinador é o próprio Big Castilho. Em algumas ocasiões, os demais competidores da academia treinam junto com Rafael. Todo este esforço do lutador, entre outras razões, tem uma motivação bem clara: a concorrência é cada vez mais forte. “No ano passado, a luta foi o esporte que mais cresceu”, afirma.
Mais mídia. Mais praticantes. Maior competitividade. Não é um desafio qualquer para quem pretende, em 2015, tornar-se campeão mundial. O título almejado por Rafael de Oliveira pode representar muito para a Big Fighters. “Quero que a nossa academia possa se expandir mais ainda”, projeta. Devido ao vice conquistado em 2014, a vaga para o Mundial do ano que vem já está garantida. Em março, Rafael obteve o vice-campeonato em uma categoria acima: até 86kg. Quando, na verdade, a categoria do lutador é até 81kg, que já tinha um representante brasileiro – apenas um competidor por país pode disputar o Mundial em cada categoria. Rafael de Oliveira precisou ganhar peso para encarar maiores dificuldades. No ano que vem, ele pretende chegar ao título mundial na sua categoria, até 81kg. Uma chance a mais para ser o melhor do planeta.