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No próximo domingo Santa Cruz volta às ruas

LUANA CIECELSKI
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Depois de participar da primeira grande onda de protestos contra o governo, moradores de Santa Cruz do Sul estão se preparando para voltar às ruas no próximo domingo, 12 de abril. Acompanhando as demandas de movimentos como o Vem Pra Rua (VPR) e o Movimento Brasil Livre (MBL), o objetivo segue o mesmo: pedir o fim da impunidade e da corrupção e o Impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O encontro, de acordo com o evento criado na rede social Facebook, está marcado para as 16 horas na Praça da Bandeira, Centro de Santa Cruz. Até o momento cerca de mil pessoas confirmaram participação e outras 8 mil foram convidadas.
O evento do próximo fim de semana é considerado pelos organizadores como uma sequência do dia 15 de março, quando um movimento nacional colocou cerca de 1,7 milhão de pessoas nas ruas, e está sendo organizado, de acordo com publicações postados no Facebook, porque depois do primeiro manifesto o governo não agiu de acordo com o que era pedido pelos manifestantes.
“O recado dado para o governo no dia 15 de março não foi a resposta que queríamos. Dizer que vão lançar um pacote contra corrupção e punir os culpados não basta”, afirmou um dos organizadores, Lucas Rubinger. “Queremos o fim dessa falácia e ação concreta, queremos que todos sejam investigados, incluindo o Lula [ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva] e a Dilma. E se a Dilma acha que o Fernando Henrique Ccardoso [ex-presidente] tem que ser investigado também, então que investiguem, mas o fato é que queremos a punição de todos culpados, indiferente de partido”, expressou.
De acordo com o empresário santa-cruzense Jorge Buuron, outro organizador do manifesto local, a população precisa mostrar sua força, mostrar o que realmente quer e esses manifestos são a melhor de mostrar isso, são a melhor esperança de mudança. “O poder emana do povo. E se não tivéssemos esperança na mudança dos processos políticos não estaríamos protestando em dia de descanso. Ao invés de ficarmos sentados no sofá, ou curtindo a família, estamos em luta por um pais mais justo para as próximas gerações”, afirmou.

Arquivo/Jessica Ferreira

Organizadores esperam reunir santa-cruzenses de todas as idades no próximo domingo

Como acontecerá

De acordo com os organizadores Jorge e Lucas, o formato da próxima manifestação será o mesmo do movimento realizado no mês passado. Os manifestantes se reunirão na Praça da Bandeira, e em seguida sairão em passeata por uma rota que ainda será definida nos próximo dias.
Não será permitido bandeiras e camisas de partido políticos, ao invés disso, os organizadores pedem que todos vistam roupas verde ou amarelas remetendo às cores da bandeira do Brasil. Vandalismo e black blocs também não serão tolerados e se flagrados, de acordo com publicações no Facebook, eles serão entregues à polícia.
Ainda de acordo com Buuron, nessa edição, a expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas a mais saiam às ruas de Santa Cruz, totalizando cerca de 10 mil manifestante no município e mais de 6 milhões em todo o país.

Objetivos da manifestação

1. Impeachment já! – O grupo defende que a reforma política no Brasil começa com a saída de Dilma Rousseff;
2. Redução do número de ministros pela metade – defende que o exemplo de austeridade deve vir do alto escalão da república;
3. Fim da fraude orçamentária – defende que a lei de responsabilidade fiscal precisa ser levada  sério para que o Brasil volte a crescer;
4. Saída de Dias Toffoli [ministro do STF e presidente do TSE] do colegiado julgador da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (DTF) – defende que não podemos ignorar seu histórico de parcialidade e adesão ao projeto político o Partido do Trabalhadores (PT);
5. CPI do Programa Mais Médicos – defende que o “escandaloso esquema de financiamento da ditadura cubana com dinheiro dos nossos impostos” deve ser investigado;
6. CPI do BNDES – de fende a abertura da caixa preta dos empréstimos concedidos pela instituição ao longo da última década;
7. Ajuste fiscal sem aumento de impostos –  defende que o Brasil precisa de cortes orçamentários responsáveis e enxugamento da máquina pública;
8. Repúdio ao foro de São Paulo – defende que é inaceitável a cooperação de partidos políticos brasileiros com organizações terroristas (Farc) e governos ditatoriais (como Cuba e Venezuela);
9. Concessão de asilo político a Leopoldo Lópes – defende que o governo brasileiro deve repudiar oficialmente a violência do governo venezuelano contra seu povo;
10. Fim das verbas de publicidade estatal – defende que deve ser dado um fim a essas verbas por serem elas um instrumento de cooptação e censura à imprensa livre e independente.