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O empresário também é trabalhador

Alyne Motta
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É muito comum ouvir dizer que empresário não é trabalhador. Afinal, ele é o dono do negócio, faz o seu horário e tem funcionários para fazer o serviço. Hoje em dia podemos afirmar que a situação não é mais 100% verdadeira, pois muitos empresários, além da rotina administrativa, pegam junto no batente.
Assim é Lucas Rubinger, da Empório Comunicação e Marketing. Com horário de chegada, às 8h, e para as refeições, das 12h às 13h, não tem hora para sair. Fica na empresa até terminar todo o serviço pendente que, segundo o próprio empresário, não é pouco.
Formado em Administração de Empresas, sua tarefa dentro da empresa é a visitação de clientes, trabalho estratégico das empresas, área institucional, além da representação frente às associações que participa (Foco Empreendedor, Federasul – Divisão Vale do Rio Pardo, ACI – Junto à Fiergs e Federasul – ACPA).
Empresário por surgimento de oportunidades e percepção de carências no mercado, Lucas gostaria de ser funcionário. “Na verdade me considero um. Tenho minhas atribuições como todo empresário, mas trato todos de igual para igual, como colegas de trabalho”, afirma o profissional.
Essa relação de proximidade é muito vista dentro da Empório. De acordo com Lucas, a construção da empresa é feita coletivamente. “Dou espaço e oportunidade para todos os funcionários contribuírem, visando no crescimento deles como profissionais e o da empresa como um todo”, explica.

OUTROS EMPREGOS

Antes de ser oficialmente empresário, Lucas teve alguns empregos como funcionário. Começou em 1996, quando veio do Rio de Janeiro, para ser vendedor de uma papelaria em Porto Alegre. Um ano depois tomou o rumo de Rio Pardo, tornando-se professor de informática.
No ano de 2000 veio para Santa Cruz do Sul, onde passou a dar aulas em cursos técnicos. Aliás, esta é uma das paixões de Lucas. “Gosto muito de ensinar. É um hobby que não consigo mais conciliar. É uma troca de experiências muito válida”, revela o empresário, que também cursou Publicidade e Propaganda.
Antes de abrir a Empório, Lucas trabalhou no ramo publicitário, época que aprendeu muito. “Foi muito válida a experiência que tive. Muitos conhecimentos que sei hoje, aprendi com eles”, comenta. Com o mercado em expansão, no ano de 2007 decidiu dar um passo e abrir sua própria empresa, ao lado de um sócio.
A empresa, com 5 anos de existência, é motivo de orgulho para o empresário. Com 10 funcionários, busca mostrar a importância de cada um dentro da empresa. “Valorizo cada potencial aqui dentro, pois são fundamentais”, admite Lucas, que planeja muito crescimento para o futuro.

Arquivo Pessoal

Lucas: empresário por carência no mercado

Alyne Motta

O empresário (E) com os colegas de trabalho