Existe uma dinâmica que se faz em grupos de 4 a 5 pessoas. Consiste em cada um colocar as mãos, em ordem, sobre as mãos dos demais. Tanto a direita como a esquerda. Num primeiro momento a mão de baixo é tirada e colocada sobre a pilha de mãos. O ritmo se acelera e a força também. Esta é a fase do individualismo, pois a alegria e o prazer estão em largar a mão com força sobre as demais. Porém, num segundo momento, a ordem é invertida: a mão de cima precisa ser colocada embaixo da pilha. Assim, todas as mãos precisam ser erguidas juntamente. Com um pouco de concentração e de sensibilidade esta fase se torna tão fácil como a primeira. É a fase da cooperação, do cuidado, da união que precisa ser aprendida. Mas é nela que muitos desistem!
Nesta dinâmica algo se torna evidente: a natureza humana busca primeiramente o seu prazer, a sua alegria. “Pimenta nos olhos dos outros é refresco” diz o ditado popular. Enquanto que solidariedade, sensibilidade, ajuda, união são processos que precisam ser aprendidos e ensinados.
Em Hebreus 5.8s diz: ”Embora fosse o Filho de Deus, Jesus aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente.” Ele aprendeu não por escola, nem por livros, mas pelos seus sofrimentos, pelas suas ações comprometidas, pelas reações das pessoas, pela cruz…
Há, no mínimo, 3 tipos de sofrimentos que ensinam:
– Sofrimento na luta por vida: Quem luta contra a doença, quem procura viver uma velhice com dignidade; quem ergue a cabeça após as perdas, no luto, pois viver é lutar pela vida!
– Sofrimento por “ignorância”: quando não queremos ouvir, nem aceitar conselhos, experiências de vida. Sofremos por teimosia, por negligência, por soberba. Nem sempre estamos sozinhos nesta, pois normalmente, as consequências recaem também sobre outras pessoas.
– Sofrimento por amor: por dedicação, por fidelidade a uma promessa ou proposta, a uma vocação.
Eis o sofrimento de Jesus. Também o Filho de Deus aprendeu a obedecer e se tornou a salvação para todos que ouvem as suas palavras, nele creem e obedecem.
Eis o nosso desafio neste tempo pós Páscoa: sermos obedientes a Cristo, seguir aprendendo confiantes os caminhos da cooperação, do cuidado, do respeito e da união. Porque até a morte foi vencida e Cristo conosco está!
CONVITE PARA CELEBRAÇÕES:
Dia 13, sábado: 18h30, culto Gustavo Adolfo
Dia 14, domingo: 9h, culto Ap.Paulo,
9h30, culto Centro,
10h, culto Martin Luther, com almoço pelos 30 anos do Templo da Comunidade.














