LUANA CIECELSKI
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Quem passou pela rua Tiradentes, no Centro de Santa Cruz do Sul, durante a última semana, se deparou com cones, escavadeiras e homens trabalhando. Tudo isso faz parte do trabalho de pavimentação das ruas centrais que iniciou na segunda-feira, 8 de agosto. Ao final, mais de 24 trechos de 20 ruas, totalizando mais de 100 mil metros quadrados de vias deverão estar asfaltadas e estas deverão funcionar como rotas alternativas distribuindo melhor o fluxo de veículos pela cidade. O trabalho, no entanto, está longe de terminar e por isso continua na próxima semana, inclusive na zona norte onde a Conpasul deve iniciar suas atividades.

De acordo com o engenheiro civil da Prefeitura, Leandro Kroth, o cronograma de obras criado foi feito levando em consideração a parte financeira e a parte física da obra, e por isso, ele não deverá ter grandes atrasos. Como o asfaltamento será feito com base em dois financiamentos diferentes (um da Caixa Econômica Federal e um BRDE), e cada um deles possui um contrato próprio, o trabalho também foi dividido entre duas empresas que ficaram responsáveis por blocos de trabalho diferentes, o que também contribui para o desenvolvimento da obra.
As obras da parte mais central da cidade (bloco 1) que compreende as ruas Assis Brasil, Capitão Fernando Tasch, Galvão Costa, Paul Harris e Tirandentes e 51.575 metros quadrados de asfalto, ficaram sob a responsabilidade da Treviplan Engenharia Ltda. Já o trecho que está localizado na zona norte da cidade (bloco 2), e que compreende as ruas 28 de Outubro, Augusto Spengler, Dona Flora, Gaspar Silveira Martins e Melvin Jones, um total de 59.760,40 metros quadrados, terão as obras executadas pela Conpasul.
No entanto, quem passou pela Tiradentes da última semana e esperou encontrar um asfalto já sendo colocado, se surpreendeu ao ver que, ao invés disso, parte do calçamento estava sendo retirado, especialmente nas laterais da via. Segundo Kroth, o que acontece é que em algumas vias que receberão o asfaltamento, a rede de esgoto pluvial precisava ser corrigida primeiro para que após fosse colocado o asfalto. “Não faz sentido asfaltar e depois ter que abrir tudo outra vez. Então as próprias empresas que cuidarão do asfaltamento estão fazendo esse serviço”, afirmou. Até o momento, essa correção foi feita na rua Tiradentes, nos trechos entre as ruas Marechal Floriano e Tenente Coronel Brito e Presidente Afonso Pena e Presidente Prudente de Moraes.
A partir da próxima segunda-feira, 15 de agosto, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, a Treviplan deve continuar a intervenção junto à rede de esgoto pluvial. Dessa vez, no entanto, ela deverá acontecer na rua Assis Brasil, no trecho entre as ruas Tiradentes e Borges de Medeiros. Também na segunda-feira, de acordo com Kroth, começarão a ser vistos os trabalhos da empresa Conpasul, que começará a pavimentação pela Avenida Melvin Jones.
Em relação aos trabalhos da Conpasul principalmente, Kroth comenta que há algumas situações pontuais em que o desenvolvimento da pavimentação depende do trabalho da Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan). “É o caso da rua 28 de Outubro, onde algumas obras relacionadas ao esgoto cloacal precisavam ser feitas antes do início da pavimentação. E isso, é uma responsabilidade da Corsan. Então eles já estão sabendo dessa necessidade e já estão trabalhando no local”, apontou.
O asfalto
O asfalto que será colocado nas ruas centrais é o chamado CBUQ, ou Concreto Betuminoso Usinado Quente, e de acordo com o engenheiro da Prefeitura foi escolhido por ser uma das opções de asfalto mais quente, e por isso, melhor nesse período do ano, onde as temperaturas ainda são um pouco baixas. “Quanto mais quente o asfalto, melhor”, esclarece
Ainda segundo ele, existem outros tipos de asfalto que saem da usina quentes, mas o CBUQ sai a uma temperatura de cerca de 180 graus centígrados, chegando na obra com cerca de 120 graus, enquanto outros já saem da usina com temperaturas mais baixas.
A temperatura alta é importante para evitar rachaduras e diminuir as emendas. “Se o asfalto está com uma temperatura boa, na hora de passar o rolo compressor, ele fica com um acabamento melhor e as uniões do asfalto novo com asfaltos já existentes ficam sem aquelas emendas”, explica. Assim, os funcionários precisam ser ágeis e trabalhar com o material o mais rápido possível. Porém, se fosse um outro tipo de asfalto a agilidade teria que ser bem maior.














