Ana Souza
Em julho de 2014 foi lançado em Santa Cruz do Sul um projeto inovador, sendo um marco no ramo de construção civil em nosso município. Com foco na sustentabilidade o Green Park Residence foi projetado pela Engesk Engenharia que, através deste empreendimento torna-se a primeira empresa do interior do Estado a se utilizar destas tecnologias. O objetivo é proporcionar maior conforto aos usuários, inserindo no mercado um tipo de imóvel que se utiliza de tecnologias sustentáveis para diminuir os impactos ao meio ambiente, economizando os recursos naturais. Este conceito estará presente em todos os próximos lançamentos da Engesk Engenharia..
O Green Park Residence estará localizado na Rua Osvaldo Aranha, 140, em Santa Cruz do Sul. Em sua infraestrutura contará com apartamentos com dois ou três dormtórios, todos com uma suíte, amplas sacadas com churrasqueiras e duas vagas de garagem.
Segundo Silverius Kist Júnior, Engenheiro Civil, MSc (CREA-RS 087165), o projeto está focado na cultura do “Green Bulding”. “A Engesk Engenharia resolveu implementar esta cultura em seus empreendimentos, com técnicas construtivas que vão ao encontro do desenvolvimento sustentável, diminuindo os impactos ao meio ambiente ao mesmo tempo em que diminui custos de manutenção e aumenta o conforto do ambiente construído”, explica.
A obra teve início em setembro e com previsão de término para fevereiro de 2017. “Nosso objetivo é realizar um empreendimento que tenha menor impacto ao meio ambiente e diminuir os custos dos proprietários com a manutenção, com maior conforto aos usuários, neste caso entram o telhado verde, o reuso de água e aquecimento solar. Nossa Incor-poradora sentiu a dificuldade de encontrar fornecedores destas tecnologias, por isso fomos em busca de materiais e equipamentos que se adequassem às reais necessidades das construtoras. Daí surgiu a iniciativa da EKKO Ideias, cujo site é www.ekkoideias.com.br, empresa voltada unicamente ao fornecimento dos sistemas necessários à implantação de telhados verdes, jardins verticais e reuso de água nas edificações”
Vivemos uma crise ambiental de proporções inéditas, na qual as mudanças climáticas parecem ser as faces mais visíveis. “Assuntos como aquecimento global, enchentes, inundações, estiagem e racionamento de água são cada vez mais frequentes nas manchetes dos jornais. Em contrapartida, o termo sustentabilidade nunca esteve tão em vogano cenário global. Hoje são diversos os ramos da economia que buscam a prestação de serviços e a oferta de produtos que minimizam os danos e prejuízos ao meio ambiente.Basta ver as propagandas e campanhas de marketing para se constatar a quantidade de referências a termos associados ao desenvolvimento sustentável”, frisa.
BENEFÍCIOS
Com ações simples de combate ao desperdício e uso racional de recursos naturais, com técnicas de Reuso de Água das chuvas e águas cinzas (chuveiros, lavatórios) é possível uma redução de até 40% do consumo de água potável. Como resultado, a água armazenada, devidamente tratada, pode ser reutilizada com segurança e tranquilidade em atividades que não demandam água potável como lavar pisos e carros, irrigar plantas, descarga nas bacias sanitárias e reservatórios de incêndio. Da mesma forma, Telhados Verdes e Jardins Verticais podem ser considerados exemplos perfeitos de como a vegetação pode melhorar significativamente a qualidade de vida.
Os Telhados Verdes podem substituir as tradicionais coberturas de telhas por ambientes com plantas, jardins, floreiras ou pequenas hortas, permitindo a criação de novos espaços para áreas de lazer e convívio. Além de serem atraentes do ponto de vista estético e emocional, melhoram os isolamentos térmico e acústico, auxiliando também na diminuição do efeito das ilhas de calor e escoamento instantâneo da água da chuva. Se utilizado em larga escala, pode melhorar significativamente o microclima da cidade.
Por sua vez, os Jardins Verticais, tendência já consolidada nas áreas de arquitetura, paisagismo e design, podem criar um ambiente mais bonito e acolhedor. Além de possuírem características de filtros de ar (Fitorremediação), são bastante úteis para tornar o ambiente mais saudável, contribuindo para mantermais estáveis as temperaturas internas, diminuindo a utilização de aparelhos de climatização.
Neste conceito também podem ser utilizados os Quadros Verdes, que funcionam como pequenos jardins, que de forma elegante e prática podem ser instalados em qualquer lugar.
Todas essas opções podem ser consideradas soluções ambiental, econômica e socialmente viáveis, sem deixar de abrir mão do conforto, da beleza e da originalidade.
Pensar além das questões estética e econômica, reconhecendo a importância da natureza e a valorização de seus recursos, é um dos principais pilares do design e construção sustentável.
Fotos: Divulgação/RJ

Objetivo é diminuir os impactos ao meio ambiente e economizar os recursos naturais

Green Park Residence estará localizada na rua Osvaldo Aranha, 140, em Santa Cruz do Sul
Ana Souza

Silverius Kist Júnior: “Os empreendimentos seguirão a cultura do Green Bulding com técnicas construtivas para o desenvolvimento sustentável”
Vantagens
Além dos ítens usuais nos empreendimentos da empresa, como medidores individuais de água, pré-disposição para ar condicionado split, elevador, iluminação nas áreas comuns com sensor de presença, os proprietários contarão ainda com:
• rede de água quente com medicação individual;
• pré-aquecimento da água através de sistema solar, integrado ao sistema a gás;
• telhado verde, dotado de jardins na cobertura;
• tratamento e reuso da água da chuva, lavatórios, chuveiros e drenos de ar condicionado para rega de jardins e descarga de bacias sanitárias;
• jardins verticais na cobertura e térreo;
• iluminação dos jardins com energia solar;
• equipamentos com redução de consumo de água e energia.
O que é desenvolvimento sustentável?
Uma das definições mais aceitas e abrangentes diz que é “aquele que deve responder às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades”, ou seja, é o desenvolvimento consciente, aquele que não esgota os recursos para o futuro.
Para ser alcançado depende fundamentalmente de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos, e que portanto deve ser priorizadaa exploração consciente dos recursos naturais, reutilização e reciclagem quando possíveis.
Quanto melhor o equilíbrio entre o “ecologicamente correto”, “economicamente viável”, “socialmente justo” e “culturalmente aceito”, melhor será o resultado alcançado.
“Realizar um programa de desenvolvimento sustentável exige de todos: governo, iniciativa privada e sociedade, conscientização e participação. Nesse sentido, ainda que de forma tímida, parece estar havendo um despertar de consciência da população sobre a necessidade de implementação de medidas que possam reverter ou amenizar os impactos que o meio ambiente vem sofrendo nas últimas décadas, como o uso de novos materiais na construção, aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, reciclagem de materiais aproveitáveis e não-desperdício de água. Especificamente no ramo da Construção Civil algumas ações vem sendo intensificadas para minimizar a agressão ao meio ambiente, mantendo a harmonia entre a qualidade de vida da população e o uso racional dos recursos naturais.”
Kist enfatiza que engenheiros e arquitetos estão, cada vez mais, atentos a busca de novas soluções em seus projetos, bem como a utilização de materiais ecológicos, produtosde menor consumo energético (bacias, torneiras, chuveiros, luminárias, lâmpadas, sensores, etc), e tecnologias sustentáveis para a execução, que permitam o uso racional da energia (placas solares, células fotovoltaicas), redução de agentes poluentes (telhados verdes e jardins verticais) e economia de água (captação, tratamento e reuso de águas da chuva e cinzas).
Um marco na Construção Civil
Osetor da construção civil tem papel fundamental para os objetivos do desenvolvimento sustentável. Segundo o Conselho Internacional da Construção – CIB a indústria da construção é o setor produtivo que mais consome recursos naturais e energia, gerando consideráveis impactos ambientais. Além dos impactos relacionados ao consumo, há de ser somado os associados à geração de resíduos sólidos. Estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção, situação que necessita ser alterada.
O Green Park Residence é o primeiro empreendimento residencial multifamiliar (edifício) do interior do Estado a incorporar em seu projeto tecnologias ditas sustentáveis, que melhoram a qualidade de vida dos ocupantes, diminuem custos de manutenção e operação do prédio além de minimizarem os impactos ao meio ambiente.
Entre os diferenciais estão:
Telhado Verde: o último pavimento do prédio não terá os tradicionais telhados que geram ilhas de calor, mas contará com uma cobertura vegetal, composta por plantas e arbustos, de modo a criar um terraço de 180m2 em forma de jardim, para utilização de todos os condôminos. Os telhados verdes, além de conferirem ótimo isolamento térmico e acústico, retém parte da água das chuvas para o consumo das plantas que o compõem, sem necessidade de rega, bem como formam uma ampla área verde para contemplação.
Utilização da Águas Pluviais e Reuso das Águas Cinzas: a água proveniente das chuvas e de lavatórios, chuveiros e drenos de ar condicionado serão reaproveitadas, após tratamento específico, para descarga nas bacias sanitárias, rega de jardins, limpeza de calçadas, etc, além da utilização de equipamentos economizadores de água (torneiras, bacias, chuveiros, etc), diminuindo aproximadamente 50% o consumo de água potável.
Pré-aquecimento Solar da Água: o prédio contará com reservatório e rede de água quente pré-aquecida através de placas solares, interligado ao sistema de aquecimento à gás das unidades, de modo a diminuir a necessidade de utilização desta fonte de energia.
Luminárias de Baixo Consumo: todas as luminárias das áreas de uso comum serão de LED, com baixíssimo consumo de energia, além
e utilizar luminárias solares nas áreas externas (pátio e telhado verde), diminuindo consideravelmente o consumo e custos com energia.
e utilizar luminárias solares nas áreas externas (pátio e telhado verde), diminuindo consideravelmente o consumo e custos com energia.
Redução do Impacto Ambiental: o projeto prevê a diminuição de perdas através dareciclagem de grande parte dos resíduos sólidos em substituição aos agregados naturais, utilização de matéria prima com origem num raio de 50km, diminuindo impactos com transporte, etc.
Socialmente correto
• No mundo, várias iniciativas são conhecidas, bem como projetados e executados grandes empreendimentos que buscam conciliar o belo com o que há de mais inovador e socialmente correto. Em cidades como Stuttgart, Osaka e Paris já existem incentivos públicos para aumentar as áreas com coberturas verdes, como é o caso do plan de labiodiversité, assinado em 11/2011 na capital francesa, que almeja alcançar 70.000 m2 de telhados verdes até o ano de 2020.
• O Brasil, por sua vez, vem lentamente seguindo os passos dos países mais desenvolvidos no que se refere à legislação. Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo já possuem legislação específica a respeito de captação, retenção temporária e reaproveitamento de águas pluviais. Da mesma forma, a cidade de Curitiba está prevendo estímulos como redução de IPTU para imóveis que utilizarem soluções sustentáveis, como telhados verdes, em seus empreendimentos. As prefeituras de São Paulo e Chicago (EUA) possuem telhados verdes em seus edifícios sede.
• Além das legislações estaduais, também tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 1703/2011 que prevê a utilização compulsória de telhados verdes em condomínios com mais de três unidades agrupadas verticalmente. Inicialmente é necessário desfazer o mito de que sustentabilidade sai caro. O custo é maior? Depende! O custo de implantação inicialpode até ser maior, porém a curto e médio prazo, se considerados os custos de operação e manutenção, este investimento se dilui rapidamente. Ainda mais se considerados os benefícios ao meio ambiente e à qualidade de vida dos usuários, além da valorização imobiliária do bem.
TELHADO VERDE: A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promoveu audiência pública no dia 20 de maio de 2014 para discutir o Projeto de Lei 1703/11, do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), que obriga os condomínios comerciais e residenciais com mais de três andares a instalar o chamado “telhado verde” em suas coberturas. O PL encontra-se na Comissão de Meio Ambiente com parecer favorável do relator, pela aprovação.
• Em sua justificativa, o PL estabelece uma relação clara entre a instalação dos telhados verdes e a diminuição dos fatores que geram o aquecimento global: “É clara a noção de que as edificações funcionam como uma grande célula de contenção de calor, determinando o aumento da temperatura ambiente e a precipitação de grandes volumes de chuva, principalmente em cidades litorâneas, o que tem acarretado verdadeiras tragédias em nossas cidades.”. Projeto de lei na Câmara dos Deputados: Fonte: www.camara.gov.br
REUSO DE ÁGUA: A Organização Mundial de Saúde que recomenda o consumo diário de 40 litros diários por pessoa, enquanto que no Brasil são consumidos 200 litros dia/pessoa. Nesse contexto, surge o conceito de “água cinza”, que nada mais é do que a água que foi utilizada na máquina de lavar, na pia, na banheira ou no chuveiro. Correspondendo de 40 a 60% da água usada que vai para o esgoto, a água cinza possui diversas aplicações: irrigação de terrenos, lavagem de pisos e janelas, uso no vaso sanitário, dentre outras. A economia de água potável pode chegar a 50% se além das águas cinzas forem aproveitadas as águas da chuva.
• Com o objetivo de incentivar distribuidoras e produtoras de água de reuso, o Projeto de Lei n.º 12/2014 propõe a adoção de incentivos fiscais para empresas que atuem com esse tipo de atividade. A proposta prevê o estímulo para o reuso direto não potável, autorizado pela Resolução 54/2005 do Conselho Nacional dos Recursos Hídricos – CNRH. A prática do reuso de água, além de reduzir a descarga de poluentes nos corpos receptores, evita que a água tratada seja utilizada para irrigação de jardins, lavagem de áreas públicas, entre outras. Está na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Fonte: www.senado.gov.br
Fotos: Divulgação/RJ

Telhado verde, com jardins na cobertura, e placas solares para aquecimento de água
estão entre os benefícios do mais novo empreendimento

Telhado verde forma uma ampla área verde para contemplação














