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Santa Cruz ganha dois novos núcleos

Foto Joice Bastos

O Prefeito Telmo, o Coordenador Estadual de Patrulhas Comunitárias, Julio Cesar Marobin,
o Comandante do CRPO, Valmir José dos Reis e o Presidente do Consepro, Carlos Sehn

Luana Ciecelski
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Joice Bastos

Santa Cruz do Sul recebeu na manhã dessa sexta-feira, 19 de dezembro, mais dois núcleos de Polícia Comunitária. Os bairros contemplados são o Santa Vitória e o Progresso, ambos na Zona Sul da cidade. Eles seguirão os passos do bairro Bom Jesus, onde o programa já existe desde 2013. Estiveram presentes na cerimônia, que aconteceu na sede da Prefeitura, na Praça da Bandeira, autoridades civis e militares do município e do estado.
No total, quatro policiais atuarão nas patrulhas dos dois bairros: o Sargento Alexandre Lopes Farias, e os soldados Marcelo Luz Escouto, Fabio Lemos e Jonathan Rocha. Eles trabalharão em duplas, receberão uma casa para morar dentro do bairro, que terá o aluguel pago pela Prefeitura e seu principal papel será patrulhar a comunidade e estabelecer uma proximidade com os moradores do local. Para realizar esse trabalho, os policiais receberam do Governo Estadual na manhã dessa sexta, quatro bicicletas e duas viatura novas – uma por dupla.
Em sua fala o coordenador estadual de Polícias Comunitárias, Coronel Júlio Cesar Marobin, que veio a Santa Cruz representando o secretário estadual de Segurança Pública, falou que a segurança é uma responsabilidade do Estado, no entanto, alguns municípios de vanguarda, como Santa Cruz, se preocupam com essa questão e auxiliam, oferecendo, como no caso de Santa Cruz, o aluguel e um salário-auxílio para os policiais patrulheiros. Ele destacou também a importância desse investimento para o município. “Estar mais próximo da comunidade permite uma política pública de qualidade. Essa forma de fazer polícia está trazendo resultados, por isso está sendo ampliado, porque dá a possibilidade de mexer com a comunidade”.
Marobin explicou também que os policiais circularão no bairro, morarão lá, comprarão no mercado do bairro, e assim conhecerão mais de perto as pessoas que moram lá. Assim, eles terão conhecimento do que é importante para elas. Dessa forma, a comunidade vai conhecê-los melhortambém e vai se sentir mais a vontade e vai procurá-los.

AS AUTORIDADES

O Comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo, Tenente Coronel Valmir José dos Reis, lembrou que o programa tem uma eficácia muito grande, porque através das patrulhas comunitárias é possível envolver a comunidade, tratar o problema da raiz e assim diminuir os índices de criminalidade. “Ainda temos problemas, claro, mas estamos evoluindo, estamos conversando com a comunidade”, afirmou. “Porque sem segurança não se constrói nada, ela é a base de tudo”, finalizou.
De acordo com o prefeito Telmo Kirst, a segurança pública sempre foi uma das prioridades de seu governo e para ele, um dos trabalhos mais importantes realizados pela polícia comunitária do Bom Jesus, é o Pelotão Mirim. “Foi emocionante ver no desfile de 7 de setembro aquelas crianças enfileiradas parecendo pertencer verdadeiramente a um pelotão policial. Naquele dia pude ver que li estavam meninos e meninas que fazem a integração de suas famílias com a Brigada Militar e também com a Prefeitura”, explanou ele.
O secretário Henrique Hermany também comemorou a implantação dos novos núcleos. “Isso mostra que o Estado e o Município estão preocupados e investindo”, afirmou. Ele aproveitou o momento para anunciar também que o Centro Integrado de Segurança Pública e Cidadania da zona sul, que vai reunir em um só local diversos órgãos de segurança, como Guarda Municipal, Brigada Militar, 2ª Delegacia de Polícia Civil, Delegacia da Mulher, Delegacia da Infância e Juventude, e conselhos municipais, teve sua continuidade aprovada.
Por fim, o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Major Ailton Azevedo, afirmou que a base de todo o programa é o sentimento de pertencimento. “O policial integra a comunidade e a comunidade integra o trabalho do policial e a segurança pública”, observou.

OS NÚMEROS DA POLÍCIA COMUNITÁRIA

De acordo com Marobin, cada um dos núcleos de polícia comunitária custa ao Governo do Estado cerca de R$100 mil, que são investidos antes da entrega na compra de equipamentos e veículos para que os patrulheiros possam trabalhar. Além disso, estima-se que a prefeitura também invista cerca de R$100 mil a cada três anos de programa, com o pagamento de aluguéis e de bolsas para os patrulheiros que atuam nas comunidades.
No total, o Rio Grande do Sul já possui 146 núcleos espalhados por 23 municípios, todos com mais de 50 mil habitantes, e estima-se que oEstado já tenha investido mais de 11 milhões na implantação desses núcleos.

A PALAVRA DOS PATRULHEIROS

“Esse é o momento de estreitamento de contato com a comunidade, uma maneira de acabar com a ideia de que policia só chega na hora do problema, isso transmite segurança, para os moradores, além de conquistarmos a confiança do pessoal. O policiamento comunitário depende também dos moradores que podem confiar na polícia, toda vez que nos avistarem, é sinal de segurança.”
– Soldados Fábio e Rocha.

Fotos Luana Ciecelski

Soldados Fábio e Rocha, os patrulheiros do Bairro Progresso.

“É bom por que somos parte da comunidade, e isso nos dá a experiência que precisamos para trabalhar para a os moradores. Essa aproximação faz com que brigada militar seja inserida na comunidade de uma forma que traga confiança dela em nós.”
– Sargento Farias e Soldado Escouto


Sargento Farias e Soldado Escouto, os patrulheiros do Bairro Santa Vitória