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Show e conversa musical agitaram a sexta-feira

Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus

Músicas como Time, Money, Another Brick in the Wall, entre outras da obra da banda Pink Floyd,
estiveram no repertório que a banda Kaoll interpretou na última sexta-feira

Uma noite de sexta-feira agitada culturalmente! Isso foi o que se viu em Santa Cruz do Sul, com os dois eventos musicais ocorreram,no dia 19 de julho, levando o público santa-cruzense a presenciar boas discussões e performances musicais.
O programa “T(r)ocando em Frente”, que teve sua primeira edição realizada, foi um sucesso. Com o Espaço Camarim lotado, o evento, que faz parte do projeto “Cenas na Ribalta”, – financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul e Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Santa Cruz do Sul – consistiu em um encontro entre um músico santa-cruzense (Henrique Elias) e um artista convidado de fora da cidade (Marcos Davi).
Mediado pelo músico santa-cruzense Killy Freitas, o programa tem como objetivo propiciar a troca de experiências entre os convidados e o público onde o assunto principal é a música, e foi o que aconteceu. A ideia, segundo Killy, atende um aspecto fundamental no desenvolvimento artístico de Santa Cruz do Sul: incentiva artistas locais e dialoga com artistas de fora, aprimorando a linguagem através desse intercâmbio, lucrando artistas e público.
Os artistas debateram em um bate papo descontraído mediado por Killy e pela atriz Simone Becke. A interação com o público se deu através de perguntas, tanto para Henrique, sobre como funcionava a fabricação das flautas e sobre o processo de estudo desse instrumento, quanto para o Marcos Davi, em relaçãoa opinião dele sobre o mercado da música instrumental e a experiência dele tocando e morando na Europa.
O músico santa-cruzense e mediador do bate papo, Killy Freitas, contou sobre a experiência: “Achei super legal. Atendeu as expectativas, as pessoas receberam o projeto muito bem. A idéia deu certo. A troca de experiências levando cultura para a comunidade foi ótimo, super positiva e enriquecedora!” Sobre a continuidade do programa Killy ressalva: “Vamos ver como as coisas vão andar e acontecer daqui pra frente. Trabalhar com cultura não é fácil, basta o poder público entender a importância e o valor que representa esses projetos e isso não é nada fácil”.

KAOLL INTERPRETA PINK FLOYD

Dando sequencia a programação cultural na sexta-feira, houve ainda, dentro da música, o evento “Kaoll Interpreta Pink Floyd”, onde o Sesctrouxe a banda paulista Kaoll para se apresentar no Teatro do Mauá. O grupo foi fundado em 2008 com o objetivo de fortalecer a cena da música instrumental brasileira. Desde então, a banda tem se dedicado ao trabalho de composição, criação e releituras de rock, com versões autorais baseado em uma sonoridade conceitual.
As influências musicais da banda são, principalmente, o rock dos anos 60 e 70, jazz contemporâneo e música clássica. A atual formação da banda é composta por Bruno Moscatiello (guitarra), Yuri Garfunkel (flauta transversal e violão) Gabriel Catanzaro (baixo) e Dokter Leo (bateria).
A banda, que realiza uma média de 100 shows por ano, se apresentou em Santa Cruz e trouxe no repertório músicas como Time, Money, Another Brick in the Wall, entre outras da obra da banda Pink Floyd, através de arranjos inovadores, buscando ressaltar os aspectos conceituais do legado progressivo e psicodélico deixado na arte para a eternidade.

Léla Mayer

“T(r)ocando em Frente” promoveu conversas e interação do público com os artistas