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Sol volta e famílias se recuperam

Fotos: Luana Ciecelski

Rio Pardinho está cheio, mas não acima do nível normal

Luana Ciecelski
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Depois de pouco mais de dois de chuva intensa, que iniciou na noite da terça-feira passada, 22 de julho, e seguiu até a quinta-feira, 24, o sol voltou para os santa-cruzenses na última sexta-feira, 25, mas em algumas localidades a água ainda não escoou completamente.
De acordo com a Defesa Civil, o nível do Rio Pardinho, que chegou a 7,33 metros acima do nível normal, começou a baixar ainda na quinta-feira, assim que a intensidade da chuva diminuiu, e na tarde de ontem já havia retornado à faixa dos três metros habituais. No entanto, há localidades em suas margens onde famílias ainda convivem com água próximo de suas portas.
É o caso do Corredor Morsch, que tem sua entrada nas proximidades do Santuário de Schoenstatt, e onde segundo a Defesa Civil, ainda ontem era possível ver grande quantidade de água que não havia escoado completamente.  Uma família com duas crianças, moradora da localidade chegou a ser retirada de sua residência na quinta-feira à tarde, durante os momentos mais críticos da enchente. Ela foi levada pelos Bombeiros que os socorreram, para a casa de parentes no bairro Bom Jesus e puderam retornar no dia seguinte.

Famílias em risco

No bairro Várzea, a rua Irmão Emílio que também havia sido tomada pela água durante a noite de quarta-feira, ilhando os moradores durante toda a quinta-feira, foi liberada já na sexta, 25, com o aparecimento do sol, que fez a água baixar e permitiu a liberação da via por parte da Defesa Civil.
Para Luiz Rubert, um dos ilhados, que mora com a esposa na localidade há cerca de 32 anos, os episódios de alagamento já não causam mais surpresa. “A gente nem se assusta mais, porque sabe que quando chove muito isso acontece. Não tem muito o que fazer a não ser esperar. O importante é que aqui no fim da rua a água nunca entra, ela vai só até um pedaço da estrada que é cerca de um metro e meio mais baixo do aqui na frente da minha casa e depois de um tempo sempre baixa”, contou ele, que afirmou gostar do lugar onde mora e que não pretende sair dali tão cedo.


Luiz Rubert mora há 32 anos no bairro Várzea, mas mesmo com as enchentes gosta de morar ali


Sanga Preta que passa próximo a centenas de residências na Várzea também está com o nível de água mais baixo