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Tocha olímpica chega em 5 de julho

Viviane Scherer Fetzer
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Revezamento da Tocha Olímpica passará por Santa Cruz

O dia 5 de julho ficará marcado para sempre na vida dos santa-cruzenses. Essa frase é meio clichê, mas é por um grande motivo. Nesse dia a Tocha Olímpica será conduzida por 25 pessoas em um trajeto de 5km na cidade de Santa Cruz do Sul. Como todos já sabem o Brasil sediará as Olimpíadas 2016, que serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro, e durante esses dois meses que antecedem o início dos jogos que acontecerão de 5 a 21 de agosto a Tocha passará por 325 cidades brasileiras. 

A organização em Santa Cruz começou em agosto de 2015 quando o então secretário de Segurança, Cidadania, Relações Comunitárias e Esporte, Délsio Meyer, atual secretário de Inclusão, Desenvolvimento Social e Habitação, iniciou as tratativas para que a cidade recebesse a Tocha. “O Comitê Olímpico apresentou várias restrições, não podíamos nem sequer dizer que estávamos concorrendo a vaga para receber a Tocha”, explicou Meyer. A cidade foi avaliada por representantes do Comitê que vieram sem se identificar e disseram que Santa Cruz chamou atenção pela educação das pessoas, a limpeza da cidade e a receptividade do povo santa-cruzense, fazendo assim com que se tornasse uma das cidades dentro da rota da chama. 
Santa Cruz é a única cidade do Vale do Rio Pardo a receber a chama que no dia 5 de julho passará por Encantado, Lajeado, Santa Cruz do Sul e pernoitará em Santa Maria. Os patrocinadores são Coca-Cola, Nissan e Bradesco, cada um contribuirá de alguma forma para a realização do evento de recepção da Tocha. Para a organização de cada setor foi montada uma força tarefa no município que envolve a Prefeitura Municipal, a Associação das Entidades Empresariais (Assemp), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindilojas, 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Liga de Futsal Amador de Santa Cruz (Lifasc), Eisstocksport, Projetos Sociais da Prefeitura, 7º BIB, Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Federal. 

Dentro dessa força tarefa existem os coordenadores por área. Coordenador da Força Tarefa: Daniel Silva; coordenador da Segurança: Tenente Barbosa; coordenador de Trânsito: Alexandre Peixoto; coordenadora Celebração/Pausa Técnica: Berenice Bohnen; coordenador Ponto de Coleta: Professor Paulo Rocha. No dia 5 de julho a hora marcada para início do percurso é às 13h42 e o término às 14h56. O trajeto sai da rotatória em frente à Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) na Avenida Independência e passa pela rua Galvão Costa (em frente ao Parque da Oktoberfest), segue pela Tenente Coronel Brito até a Senador Pinheiro Machado, chegando a Marechal Floriano em direção a 7 de Setembro, de encontro a Marechal Deodoro e por fim na Ramiro Barcelos onde haverá um palco preparado na Praça Getúlio Vargas, com a Catedral São João Batista ao fundo. Após o fim do revezamento com a chegada ao ponto em frente a Catedral a tocha ficará exposta por 15 minutos e depois seguirá para Santa Maria. 

Trajeto que será percorrido

Em uma terça-feira ainda a ser definida pela organização será realizado um evento teste para verificar se tudo o que foi planejado vai dar certo. Isso é uma exigência do Comitê para que não aconteçam falhas no dia principal.

Participação das escolas

Na tarde de quinta-feira, 5, o trajeto foi apresentado aos professores de educação física das escolas municipais e estaduais, bem como diretores e vice-diretores. Na oportunidade o Coordenador da Força Tarefa, Daniel F. da Silva, reforçou a importância das escolas levarem seus alunos para prestigiar esse evento que passará por Santa Cruz. “Provavelmente será a única vez que alguns deles poderão ver a Tocha Olímpica, é uma oportunidade única e um legado que deixamos a eles”, frisou Silva. 

Para preencher as laterais do percurso a organização conta com a participação das escolas e tem previsto no orçamento o financiamento para transporte de algumas instituições de ensino. Segundo o coordenador não há verba para todos, mas a Secretaria de Educação e a 6ª CRE estão mobilizadas para trazerem um número representativo de alunos. Também foi salientado que as escolas podem pedir para que os estudantes estejam com trajes típicos, com roupas esportivas ou com algo que represente as modalidades dos Jogos Olímpicos e a cidade. 

Outro ponto reforçado pelo coordenador foi que os professores precisam trabalhar as Olimpíadas Rio 2016 dentro de sala de aula para incentivar os alunos a prestigiarem a chegada da Tocha ao município e para que eles tenham sentimento cívico e entendam a representatividade que os Jogos têm para o Brasil, mesmo em meio à crise. “É preciso focar no lado social, no que os jogos envolvem e na quantidade de pessoas que estarão neles”, explicou Silva.