
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Santa Cruz
Fabrício Goulart
[email protected]
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul segue com o estudo de venda da área do Aeroporto Luiz Beck da Silva, em Linha Santa Cruz, mas enfrenta desafios para que o projeto saia do papel. A nova estrutura, voltada para o transporte de cargas e pessoas, é vista como essencial para o desenvolvimento econômico da região.
A ideia do novo aeroporto ganhou força após a Receita Federal procurar o Poder Executivo Municipal para discutir a possibilidade de implantação de um porto seco na cidade. A partir dessa conversa, a Prefeitura passou a avaliar a necessidade de um aeroporto com maior capacidade para atender operações de logística. “Logo percebemos que precisaríamos ter um aeroporto para cargas e passageiros. Enfim, todo um aparato para se transformar nesse porto seco”, explica o prefeito Sérgio Moraes (PL).
O principal obstáculo ao projeto, conforme Moraes, surgiu durante reuniões em Porto Alegre. A Prefeitura foi informada da existência de um acordo entre o governo federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a concessionária responsável pelo Aeroporto Salgado Filho, a Fraport Brasil, que restringe a implantação de novos aeródromos em um raio de 150 quilômetros do terminal da Capital.
Como Santa Cruz do Sul está localizada a essa distância de Porto Alegre, a regra inviabilizaria a construção do novo campo de aviação. “Isso acabou freando o projeto. Mesmo assim, estamos pensando em vender o aeroporto e comprar uma nova área para começar outro do tamanho do atual. Nesse tempo, tentamos ganhar a autorização para fazer um aeroporto maior”, revela Moraes.
Expansão
O chefe do Executivo Municipal aponta que o problema do Aeroporto Luiz Beck da Silva está na limitação física: o espaço não permite a ampliação da pista para receber aeronaves de maior porte. De acordo com ele, o município precisaria de um campo de pouso/decolagem com aproximadamente 2,2 quilômetros de extensão, enquanto a atual possui cerca de 1,2 quilômetro.
Além disso, o aeroporto está cercado pela área urbana, o que impede futuras ampliações. O atual terreno possui aproximadamente 33 hectares e uma avaliação realizada anteriormente estimou seu valor em cerca de R$ 27 milhões. O apelo imobiliário da região pode despertar o interesse de investidores.
Estudos
Mesmo com a intenção de buscar uma nova área, Moraes afirmou que o processo exige estudos técnicos detalhados. Segundo ele, um novo aeroporto necessitaria de cerca de 105 hectares e de um terreno com características específicas, incluindo orientação da pista no sentido leste-oeste, em razão das condições predominantes de vento.
Enquanto o impasse regulatório não é solucionado, a Prefeitura afirma que continuará avaliando alternativas para viabilizar o projeto, considerado estratégico para ampliar a capacidade logística do município e fortalecer os setores produtivos. O novo terreno deve estar localizado em direção a Rio Pardo, próximo ao Distrito Industrial.














